Em agosto de 2026, o fundo imobiliário VGHF11 apurou R$ 9,47 milhões em resultado disponível para distribuição. Segundo o relatório gerencial, as receitas do mês somaram R$ 10,66 milhões, frente a despesas de R$ 1,20 milhão.
A remuneração destinada aos investidores totalizou R$ 9,88 milhões, com pagamento de R$ 0,06 por cota em 8 de setembro. Sobre o valor patrimonial, a distribuição correspondeu a um dividend yield anualizado de 9,17%, equivalente a IPCA + 7,10% ao ano.
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Entre as fontes de receita, os rendimentos recebidos de outros fundos imobiliários alcançaram R$ 6,67 milhões. Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) adicionaram R$ 4,62 milhões em juros e atualização monetária.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o resultado passível de distribuição somou R$ 87,35 milhões. No mesmo período, os pagamentos aos cotistas chegaram a R$ 88,95 milhões, equivalentes a R$ 0,54 por cota.
Em 12 meses encerrados em agosto, os rendimentos distribuídos atingiram R$ 0,83 por cota. Nessa base, o dividend yield foi de 10,18% ao ano, considerando a referência patrimonial.
Ao fim do mês, o fundo mantinha aproximadamente R$ 829 mil em resultado acumulado ainda não distribuído, montante próximo de R$ 0,01 por cota.
VGHF11 ajusta carteira e amplia crédito
As movimentações de agosto de 2026 foram marcadas pela ampliação de investimentos em operações de crédito. A gestão realizou aportes líquidos de R$ 33,2 milhões na estratégia de renda, com destaque para a aquisição de CRIs vinculados a empreendimentos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Os títulos adquiridos apresentaram remuneração de CDI + 4,5% e CDI + 6,0% ao ano. De acordo com a administração, as operações buscaram fortalecer a geração recorrente de receitas da carteira.
Após as aquisições, a estratégia de renda passou a representar 48,2% dos ativos-alvo, ante 46,6% no mês anterior. Na estratégia de valor, os investimentos líquidos foram de aproximadamente R$ 960 mil, com foco em sociedades de propósito específico (SPEs) já integrantes do portfólio.
Essa parcela correspondeu a 51,8% dos ativos-alvo ao término de agosto, abaixo dos 53,4% registrados em julho.
Carteira soma 133 ativos e R$ 1,37 bilhão
O FII encerrou agosto com aproximadamente R$ 1,37 bilhão alocado em 133 ativos, o que equivale a 102,1% do patrimônio líquido.
A maior exposição por classe estava em cotas de outros fundos imobiliários, que totalizaram R$ 771,8 milhões. Os CRIs somaram R$ 376,6 milhões, enquanto as participações em SPEs chegaram a R$ 195,9 milhões. A carteira também incluía participações em empreendimentos e outros instrumentos financeiros.
No acompanhamento das operações de crédito, a gestão informou que os CRIs Selina permaneceram contabilmente a valor zero. Os demais ativos seguiram adimplentes, conforme o relatório.
A base de investidores encerrou agosto com 358.491 cotistas. As cotas negociadas na B3 registraram volume médio diário de aproximadamente R$ 3,1 milhões.