O FI-Infra SNID11 confirmou a distribuição de R$ 0,13 por cota referente a abril de 2026, com data-base em 15/04 e pagamento em 24/04. Considerando a cotação atual, o dividend yield mensal estimado é de 1,17%, o que corresponde a uma taxa anualizada de 15,04%. O fundo direciona seus recursos a créditos privados de infraestrutura, priorizando geração de renda recorrente aos cotistas.
Em janeiro, o SNID11 manteve postura conservadora, com administração passiva do portfólio e foco na preservação de valor, enquanto aguardava janelas mais favoráveis para novas alocações. A estratégia privilegiou o carrego dos ativos e a disciplina de risco, em linha com a dinâmica do mercado primário e secundário de debêntures incentivadas.
Os spreads das debêntures incentivadas recuaram cerca de 45 pontos-base no período, movimento atribuído ao cumprimento da regra que exige alocação mínima de 85% do patrimônio líquido em ativos incentivados pelos FI-Infra. Esse ajuste regulatório elevou a demanda por tais títulos e resultou em compressão de taxas, limitando oportunidades imediatas de entrada com prêmios mais elevados.
Perspectivas e guidance do FI-Infra SNID11
Desde o início, o fundo apresenta performance total de 66,2% na cota a mercado, considerando o reinvestimento dos proventos, e 53,8% na cota patrimonial. O resultado supera referências líquidas de IR como CDI (36,6%), IPCA + IMA-B (32,4%), IDA-DI (42,4%) e IDA-IPCA Infraestrutura (44,4%). Em janeiro, o volume negociado somou R$ 3,9 milhões, com média diária de R$ 188 mil, reforçando a liquidez do veículo.
O carrego líquido atingiu 108,1% do CDI no mês, chegando a 139,5% do CDI no cálculo em gross-up, o que equivale a CDI + 5,6%. Para fevereiro, a distribuição de R$ 0,13 por cota implicou dividend yield anualizado de 14,88%. Em 12 meses, o retorno ficou em 13,06% pela cota de mercado e 14,02% pela cota patrimonial.
Para o primeiro semestre de 2026, o FI-Infra elevou o guidance de rendimentos para a faixa entre R$ 0,12 e R$ 0,15 por cota, sinalizando continuidade na geração de renda. A combinação de disciplina na alocação, compressão de spreads e manutenção do carrego sustenta a previsão de distribuição, enquanto o fundo aguarda condições mais atrativas para girar posições e capturar potenciais prêmios.