O SNCI11 encerrou março de 2026 com o processo de desalavancagem concluído, passando a credor líquido e exibindo alavancagem líquida negativa de 1,35% do patrimônio. A gestão reforça que a nova posição amplia a flexibilidade financeira para atravessar a fase de recuperação operacional, preservando liquidez e capacidade de execução. No mês, o FII manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota, alinhada ao guidance do 2º trimestre de 2026 (R$ 1,00 a R$ 1,10), enquanto a reserva acumulada alcançou R$ 0,26 por cota, reforçando o colchão de resultados.
Em meio à volatilidade dos CRIs diante da abertura da curva de juros, o fundo apresentou rentabilidade patrimonial positiva de 0,05% em março. A cota patrimonial ajustou-se para R$ 97,48 após marcação a mercado, refletindo ajustes prudenciais de avaliação. A gestão destaca que a conclusão da desalavancagem reduz riscos financeiros e melhora a previsibilidade de caixa, sem comprometer oportunidades táticas.
Por que o SNCI11 superou índices comparáveis? Segundo Bruno Zocchi, analista da Suno Asset, a estratégia privilegia constância nas distribuições. “O nosso público privilegia bastante essa consistência, essa constância”, afirmou em live. Essa diretriz, combinada com gestão ativa dos CRIs e disciplina de risco, sustentou o desempenho relativo mesmo com pressão macro. A alocação prioriza qualidade de lastro, duration equilibrada e proteção inflacionária quando disponível.
Como foi o desempenho no mercado secundário? A rentabilidade ajustada atingiu 1,64% em março, acima de pares, IFIX e índice de FIIs de papel. No horizonte de seis meses, o SNCI11 acumulou “quase 16%”, contra 7% a 8% dos benchmarks, aproximando o P/VP do maior patamar em 12 meses. A equipe executou R$ 22,5 milhões em compras e R$ 10,7 milhões em vendas, além da quitação antecipada do CRI AXS (vencimento original em 2032), reforçando a desalavancagem e a rotação eficiente.
Quatro ativos seguem em tratamento especial: CRIs AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior. O CRI Vanguarda tem estimativa de recuperabilidade próxima de 60% do custo, após avanços na retomada dos empreendimentos e reestruturação de garantias. A gestão mantém postura conservadora: “A gente quer contar sempre com o que é mais certo e não com o que tem possibilidade de acontecer”, priorizando reconhecimento prudente e mitigação de riscos.
Com a desalavancagem consolidada, distribuição estável e ganho relativo frente aos índices, o SNCI11 entra no trimestre com maior flexibilidade operacional e um pipeline seletivo. O foco segue em previsibilidade de resultados, gestão ativa de crédito e disciplina na alocação para sustentar o desempenho e proteger o patrimônio do cotista.