O Fiagro apurou resultado de R$ 6,696 milhões em maio, abaixo do observado no mês anterior. As receitas totais foram de R$ 7,824 milhões, frente a despesas de R$ 762 mil no período.
O desempenho do mês correspondeu a R$ 0,1123 por cota. A distribuição somou R$ 0,1200 por cota, diferença que consumiu R$ 0,0216 por cota do resultado acumulado.
O rendimento anunciado representa dividend yield mensal de 1,34%. Considerando os últimos 12 meses, os rendimentos acumulam yield de 17,27%.
A cota patrimonial encerrou maio em R$ 9,73. O patrimônio líquido atingiu R$ 663,773 milhões, distribuído entre 89.255 cotistas. No mercado, a cota fechou a R$ 8,98, o que implica P/VP de 0,92x e liquidez média diária de R$ 1,620 milhão.
A carteira reúne 38 ativos, com 94,44% das operações originadas pela própria gestão e 100% da exposição indexada ao CDI. A alocação está em 102,27% do patrimônio líquido.
O portfólio apresenta spread médio de CDI + 4,52% e duration média de 2,10 anos. As garantias estão estruturadas majoritariamente em aval combinado com alienação fiduciária de terras (89%), enquanto outras estruturas somam 11%.
Composição e estratégia da carteira
Por cultura agrícola, a soja concentra 43% da carteira, seguida por sementes de soja (19%), milho (13%) e algodão (7%). Sementes de pastagem e sorgo totalizam 5%, e outros cultivos respondem pelos 5% restantes.
Na divisão por estratégia, 82% está alocado em investimentos de longo prazo, 14% em custeio de safra e 4% permanece em caixa. A gestão tem priorizado produtores rurais com relacionamento de longo prazo e, com frequência, optado por reinvestir o principal em operações vigentes, diante da dificuldade de originar novas alocações com perfil de risco-retorno equivalente.
O monitoramento do portfólio segue como foco em um ambiente de restrições de crédito, volatilidade nos preços de insumos influenciada por tensões geopolíticas e compressão de margens. Nesse contexto, a administração reforça processos de acompanhamento e execução de garantias conforme os contratos.
No caso da Uniggel Sementes, o fundo acompanha o processo de recuperação judicial e atua na execução da garantia vinculada à operação, via alienação fiduciária de terras, seguindo o cronograma previsto. Desde janeiro, a exposição à Uniggel não entra no cálculo do resultado do fundo, sem impacto sobre o nível de dividendos distribuídos.
Em contrapartida, a posição no CRA da Agrogar Agropecuária foi elevada para cerca de R$ 30 milhões, remunerado a CDI + 6,50%, por avaliação de que o spread está compatível com o perfil de risco da carteira. Há ainda potencial de ampliação dessa alocação para R$ 35 milhões, conforme as condições da operação e o encaixe com a estratégia do fundo.