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Magazine Luiza (MGLU3) recua no 2T26 com e-commerce fraco

Magazine Luiza (MGLU3) recua no 2T26 com e-commerce fraco
Imagem gerada por IA

A Magazine Luiza (MGLU3) voltou ao prejuízo no 2T26, mas a perda ficou distante de um “prejuízo bilionário”. O balanço mostrou prejuízo líquido contábil de R$ 72,5 milhões e resultado líquido ajustado negativo em R$ 50,4 milhões. O trimestre combinou avanço do canal físico e retração relevante do e-commerce, em meio a juros elevados e competição intensa.

As vendas totais do ecossistema somaram R$ 14,5 bilhões, queda de 5,1% ante o 2T25. Enquanto as lojas físicas cresceram 10,3%, o e-commerce recuou 11,9%, evidenciando a assimetria entre os canais no período.

Magazine Luiza (MGLU3) enfrenta queda no digital

O online seguiu pressionado. As vendas totais do e-commerce foram de R$ 9,3 bilhões, redução de 11,9% em um ano. No 1P, que reúne produtos vendidos pelo próprio Magalu, houve recuo de 11,5%, e o marketplace caiu 12,6%.

A companhia atribuiu parte da fraqueza ao aumento global dos custos de chips de memória, que afetou informática, telefonia e hardware. Para preservar margens, o Magalu repassou o maior custo aos preços finais, o que pesou sobre a demanda.

Na leitura da XP, esse foi o principal ponto negativo do trimestre. A casa avaliou os números como fracos e apontou que o ambiente competitivo permanece desafiador, sobretudo no online.

Lojas físicas sustentam o trimestre

O canal físico foi o destaque positivo. As vendas atingiram R$ 5,2 bilhões, alta de 10,3% na comparação anual, com crescimento de 9,7% no conceito mesmas lojas. Em junho, as vendas das lojas físicas aceleraram e subiram 18%.

Segundo a companhia, categorias ligadas à Copa do Mundo, principalmente televisores, impulsionaram o desempenho, junto com ganhos de participação de mercado. A XP ressaltou que o físico superou sua estimativa, sustentado por TVs, linha branca e maior penetração de crédito nas lojas.

Margens avançam mesmo com receita menor

A rentabilidade operacional resistiu apesar da queda das vendas. O Ebitda ajustado somou R$ 708,8 milhões, com margem de 8%. A margem bruta subiu levemente para 30,6%, apoiada por melhor mix de vendas, pelo desempenho das lojas físicas e pela contribuição dos serviços financeiros.

As despesas operacionais ficaram controladas. As despesas com vendas recuaram de 18,7% para 18,5% da receita líquida, e as despesas administrativas permaneceram praticamente estáveis em termos nominais. Ainda assim, a melhora operacional não impediu o prejuízo no resultado final.

Serviços financeiros aliviam a pressão

A Luizacred teve um trimestre forte. O lucro líquido foi de R$ 135,3 milhões, com ROE anualizado de 23,5%. A carteira de cartão de crédito alcançou R$ 20,2 bilhões, com melhora nos indicadores de atraso.

A MagaluPay também avançou. A carteira líquida de crédito chegou a R$ 429 milhões e o lucro líquido atingiu R$ 17 milhões no trimestre. Essas frentes ajudaram o Ebitda, mas não compensaram integralmente as vendas mais fracas no digital e o resultado financeiro ainda pressionado.

Analistas comentam o 2T26

A XP manteve recomendação Neutra. Para a corretora, o trimestre reflete um cenário ainda difícil para o varejo, embora a parceria com a Amazon possa contribuir para recuperar parte das vendas online no segundo semestre.

O Safra também segue cauteloso e reduziu recentemente seu preço-alvo para R$ 6, citando juros elevados, pressão sobre categorias dependentes de crédito e a geração de caixa como pontos de atenção. Na leitura do 2T26, a Magazine Luiza mantém força no canal físico e disciplina de margens, mas precisa reaquecer o e-commerce para que a melhora operacional se traduza de forma consistente no lucro.

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