O KNCR11 informou a distribuição de R$ 1,10 por cota referente aos resultados de abril, redução frente aos R$ 1,15 pagos no mês anterior. O pagamento ocorre em 14 de maio de 2026, com direito aos investidores posicionados até 30 de abril. Considerando a cotação de R$ 106,59 no fim de abril, o dividend yield mensal estimado é de 1,07%.
A estratégia do fundo permanece focada em renda fixa imobiliária, com prioridade para ativos pós-fixados de baixo risco de crédito, sobretudo CRIs. Em março, 77,9% do patrimônio estava alocado em ativos-alvo, enquanto 14,3% ficou em LCI e 7,8% em instrumentos de caixa, preservando a liquidez operacional.
Dentro do portfólio, a exposição a CRIs atrelados ao CDI alcançou 77,8% do patrimônio líquido, reforçando a indexação à taxa básica. A remuneração média dos CRIs é de CDI + 2,05% ao ano, com prazo médio de 4,0 anos, o que contribui para previsibilidade de fluxo e mitigação de risco de crédito.
No período, o retorno foi de 1,13%, equivalente a 93% da taxa DI mensal, refletindo a dinâmica de marcação a mercado e a elevada Selic. A gestão destacou que não houve eventos negativos de crédito, preservando a qualidade da carteira e a consistência na distribuição de rendimentos.
Investidores observam que o corte para R$ 1,10 decorre principalmente da variação de indicadores de referência e do calendário de dias úteis. O posicionamento do KNCR11 em ativos indexados ao CDI tende a capturar o cenário de juros, ao mesmo tempo em que mantém foco em emissões de baixo risco e prazos equilibrados.
Após a emissão encerrada em 2 de março, o fundo segue estruturando novas operações. Cerca de R$ 2,2 bilhões estão em análise, com foco em ativos logísticos, edifícios corporativos e shopping centers. Os desembolsos são esperados para as próximas 4 a 12 semanas, sustentando a originação de CRIs e a diversificação setorial. A combinação de Selic elevada e maior número de dias úteis favoreceu o resultado de março, e o portfólio segue sem registros de inadimplência.