O Itaú BBA manteve a Embraer (EMBJ3) como sua principal aposta no setor de transportes e logística, reafirmando a recomendação de compra em relatório publicado nesta quarta-feira (10). O banco destacou fundamentos sólidos e perspectiva de valorização, sustentados por métricas operacionais consistentes e visão positiva para a demanda global por aeronaves regionais e jatos executivos.
Após revisar o modelo financeiro com base nos números do primeiro trimestre de 2026, a instituição praticamente não alterou as projeções para a companhia. A leitura é que a trajetória de crescimento segue intacta, com execução operacional em linha e forte conversão de pedidos em entregas, reforçando a atratividade das ações EMBJ3.
O Itaú BBA fixou preço-alvo de US$ 70 por ação até o fim de 2026 para os ativos negociados nos Estados Unidos (ticker EMBJ), apontando potencial de alta de cerca de 24%. Essa avaliação considera múltiplos still conservadores e um pipeline robusto, além de um ambiente competitivo favorável quando comparado a pares internacionais.
Os analistas afirmam que a fabricante reúne elementos que sustentam visão construtiva, como expansão consistente dos indicadores, alta visibilidade operacional e valuation atrativo frente a concorrentes e ao próprio histórico. Essa combinação, segundo o relatório, reduz incertezas e amplia a confiança no case.
Por que o Itaú BBA mantém otimismo com as ações da Embraer?
- A empresa combina forte momento de resultados com carteira recorde de pedidos, elevando a previsibilidade de receitas e lucros. O banco projeta CAGR de 18% no EBIT pelos próximos três anos.
- Os papéis seguem negociando com desconto: estimativas indicam cerca de 9x EV/EBITDA para 12 meses, aproximadamente 18% abaixo da Airbus e 10% inferior à média histórica da companhia.
- Possíveis catalisadores incluem melhora do quadro geopolítico global, novas encomendas no Farnborough Air Show e avanço de contratos de defesa na Índia e nos Estados Unidos.
Para os analistas, o equilíbrio risco-retorno permanece favorável, com upside suportado por execução, inovação e disciplina de capital. Entre riscos, o relatório cita deterioração geopolítica adicional ou desaceleração econômica mais forte, fatores que podem pressionar entregas e margens, afetando a tese de investimento da Embraer (EMBJ3).