O Ibovespa avançou 0,91% nesta segunda-feira (25), aos 177.815,72 pontos, em sessão marcada por menor aversão ao risco diante do alívio geopolítico e sinais de diálogo entre Estados Unidos e Irã sobre o conflito no Oriente Médio. O giro financeiro somou R$ 12,45 bilhões, abaixo da média, reflexo do feriado de Memorial Day nos EUA, que reduziu a liquidez externa e limitou a formação de preços ao longo do dia.
No câmbio, o dólar à vista recuou 0,18%, fechando a R$ 5,0190. A moeda americana perdeu força com o arrefecimento da busca por proteção e um ambiente internacional mais construtivo. Segundo Bruno Shahini, da Nomad, o movimento espelhou a melhora do humor global, ainda que a volatilidade permaneça no radar diante de incertezas fiscais domésticas e da agenda de dados nos próximos dias.
Lá fora, com Wall Street fechada, o foco migrou para outras praças. Na Europa, o Stoxx 600 subiu 1,04%, apoiado por ganhos em tecnologia e energia renovável. Na Ásia, o Nikkei 225 saltou 2,87% em meio ao apetite por risco e à fraqueza do iene, enquanto o Hang Seng não operou por feriado local. Esse pano de fundo favoreceu ativos emergentes, mas manteve o compasso de espera por catalisadores dos EUA.
Entre as ações, o setor de petróleo pesou sobre o índice. Petrobras (PETR3) caiu 3,13% e PETR4 recuou 2,92%, acompanhando a queda do Brent, que voltou a testar níveis abaixo de US$ 100, pressionando margens e o humor do segmento. Prio (PRIO3) liderou as perdas, com baixa de 5,98%, refletindo sensibilidade maior ao preço do barril.
No campo positivo, Assaí (ASAI3) disparou 8,06%, apoiado por fluxo comprador e percepção de melhora operacional. Os bancos avançaram com a queda dos juros futuros: Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 3,39% e Itaú (ITUB4) subiu 2,31%, sustentando o desempenho do índice diante da fraqueza das petroleiras.
O mercado doméstico acompanhou ainda o Boletim Focus, que trouxe a 11ª alta seguida nas projeções de inflação para 2026, reforçando debates sobre o ciclo de juros. Em meio a esse quadro misto, o Ibovespa manteve viés positivo, amparado por bancos e varejo alimentar, enquanto o câmbio refletiu o humor externo mais benigno.