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Energisa (ENGI11) vende mais energia, mas um alerta pesa na prévia; entenda

Energisa (ENGI11) vende mais energia, mas um alerta pesa na prévia; entenda
Imagem gerada por IA

A Energisa (ENGI11) registrou aumento no consumo de energia no segundo trimestre de 2026, enquanto as perdas avançaram na prévia operacional. Segundo relatório do BTG Pactual, o volume consolidado consumido cresceu 4,5% na comparação anual, com destaque para as classes residencial, comercial e industrial.

O desempenho foi sustentado por expansão da base de clientes, melhora de renda e emprego, temperaturas mais altas e maior atividade em setores como varejo, atacado, saúde, alimentos e mineração. Esses vetores impulsionaram a demanda ao longo do período, em linha com a normalização da atividade econômica.

Energisa avança no consumo no 2T26

Todas as nove concessões da companhia apontaram crescimento de volume no trimestre. Os maiores avanços vieram de Energisa Mato Grosso, com alta de 6,0%, Energisa Mato Grosso do Sul, com 5,8%, Energisa Sul-Sudeste, com 4,2%, e Energisa Minas Rio e Energisa Rondônia, ambas com 3,9%.

De acordo com o BTG Pactual, o movimento reflete maior tração do consumo nas principais classes, beneficiado pelo ambiente de renda e pelo clima mais quente. A evolução disseminada entre as áreas de concessão indica recuperação de segmentos sensíveis à atividade, como varejo e atacado, além de setores essenciais, como saúde e alimentos.

Perdas de energia ligam alerta na Energisa

O principal ponto de atenção na prévia foi o indicador de perdas de energia. O consolidado subiu 9 pontos-base na comparação trimestral, saindo de 12,19% para 12,28%. O dado expressa a diferença entre a energia comprada pelas distribuidoras e a energia efetivamente faturada.

Segundo o relatório, essa alta pode pressionar a eficiência operacional da companhia, sobretudo por se tratar de um setor regulado. Em um ambiente com limites definidos por concessão, a elevação do indicador exige monitoramento para mitigar impactos futuros.

No recorte por área, apenas duas concessões mostraram melhora: Energisa Paraíba, com queda de 18 pontos-base nas perdas, e Energisa Rondônia, com recuo de 8 pontos-base. Já Energisa Acre, Energisa Mato Grosso do Sul, Energisa Minas Rio, Energisa Mato Grosso, Energisa Tocantins e Energisa Sul-Sudeste registraram piora, enquanto Energisa Sergipe permaneceu estável no período.

Além disso, Energisa Mato Grosso e Energisa Rondônia foram as únicas concessões acima dos limites regulatórios, em 135 pontos-base e 25 pontos-base, respectivamente. O banco destaca esse desvio como um dos principais focos para os próximos trimestres.

BTG mantém recomendação e traça projeções

Mesmo com o alerta nas perdas, o BTG manteve recomendação de compra para a ação. O preço-alvo é de R$ 60,00 em 12 meses. Considerando o preço de R$ 55,29 usado no relatório, o potencial de valorização é de 8,5%.

O retorno esperado decorre principalmente da alta da ação, uma vez que o banco não projeta dividend yield relevante no período. As estimativas para 2026 apontam receita de R$ 31,3 bilhões, Ebitda de R$ 8,6 bilhões e lucro líquido de R$ 510 milhões para a companhia.

Na avaliação dos analistas Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz, a prévia confirma uma demanda mais forte por energia, mas mantém a evolução das perdas como o principal ponto de atenção para os próximos trimestres. Para o BTG Pactual, o acompanhamento desse indicador será determinante para a trajetória operacional ao longo do ano.

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