Mercado Financeiro

Ibovespa renova recorde e encosta nos 200 mil pontos

Ibovespa renova recorde e encosta nos 200 mil pontos
Foto: Suno/Banco

O Ibovespa renovou o recorde histórico nesta terça-feira (14), ao fechar aos 198.657,33 pontos, alta de 0,33% no dia. No intraday, o índice tocou 199.354,81 pontos, ficando muito próximo da marca simbólica dos 200 mil. O rali reflete o apetite por risco global e o forte ingresso de capital estrangeiro no mercado local, fatores que mantêm a curva de juros sob controle e favorecem ativos de maior beta.

A 11ª sessão consecutiva de ganhos consolidou avanço de 5,97% em abril e de 23,29% no acumulado do ano. Esse desempenho reforça a leitura de que o ambiente externo segue como vetor dominante, enquanto a temporada de resultados e a dinâmica de commodities calibram movimentos setoriais no Brasil. O Ibovespa mostra fôlego adicional com a melhora do humor nas principais praças financeiras.

Ibovespa se aproxima de 200 mil com suporte internacional

As bolsas europeias e americanas operaram em alta, ao passo que os rendimentos dos Treasuries recuaram, aliviando condições financeiras. Segundo Fernando Bresciani, do Andbank, a perspectiva de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã aumentou o otimismo, pressionando o petróleo para baixo, arrefecendo o dólar e impulsionando mercados emergentes. Esse pano de fundo ajudou o Ibovespa a sustentar níveis próximos dos 200 mil.

Apesar do viés positivo, Petrobras recuou mais de 4% nas ações ordinárias, limitando o avanço do índice ao acompanhar a queda do Brent e do WTI. Entre as líderes do rali, Vale subiu 1,08% e Banco do Brasil avançou 2,55%, enquanto papéis cíclicos como Cogna, Localiza e Rumo figuraram entre as maiores altas, refletindo a rotação para nomes sensíveis à atividade.

No câmbio, o dólar caiu 0,06%, a R$ 4,9938, abaixo de R$ 5 pelo segundo dia seguido. Para Bruno Shahini, da Nomad, a moeda americana cumpre a quinta sessão de baixa, amparada por fluxo estrangeiro consistente e diferencial de juros ainda elevado no Brasil, combinação que sustenta a atratividade do carrego.

O movimento do petróleo, com Brent e WTI abaixo de US$ 100, reforçou a leitura de distensão no Oriente Médio. Esse recuo favorece países importadores, melhora termos de troca setoriais e modera pressões inflacionárias globais, criando espaço para maior tomada de risco em emergentes e sustentando o Ibovespa nas máximas.

Entre as palavras-chave secundárias, destacam-se o desempenho de Petrobras, a queda do dólar e o recuo do petróleo, todos influenciando a composição setorial do índice e o humor do investidor.

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