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BTG Pactual recomenda compra de Ambev (ABEV3); veja qual é o preço-alvo

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A ação ABEV3 recebeu upgrade para compra no BTG Pactual, encerrando um ciclo de 13 anos sem recomendação positiva. Os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla elevaram o preço-alvo de R$ 17 para R$ 20, projetando retorno total de 29%, com potencial de valorização de 22% e dividend yield estimado de 7,1%. O ponto de inflexão está no fato de a Ambev ter recuperado a capacidade de impor preços, fator visto como essencial para criação de valor sustentado.

Esse movimento ocorre em um contexto em que a companhia reassumiu o protagonismo na precificação no fim de 2025 e início de 2026. O BTG ressalta que os reajustes “finalmente parecem estar dando frutos”, enquanto a Heineken passou a seguir os movimentos de preços da líder ao invés de ditá-los, reduzindo a pressão competitiva no curto prazo sobre margens e mix.

A vantagem competitiva decorre do portfólio amplo e bem segmentado. Diferentemente da principal concorrente, mais dependente de uma marca premium dominante, a ABEV3 opera em múltiplas faixas com Spaten, Corona, Stella Pure Gold, Beck’s, Brahma Duplo Malte, Bohemia e Budweiser. Essa diversidade permite capturar consumo em diferentes tickets e defender participação em momentos de maior sensibilidade do consumidor.

No Brasil, o banco vê a primeira recuperação de participação de receita em mais de uma década. A empresa já detém cerca de 70% no core, mas mantém 50% no premium, o que abre espaço para ganho adicional de mix. A capacidade de repassar preços, aliada ao reforço em marcas de maior valor, sustenta a tese de lucratividade crescente para a Ambev.

Segundo o BTG, o segmento cervejeiro pode registrar ganho real médio de preço de 1,4 ponto percentual ao ano. Combinado a eficiência operacional, isso deve elevar o ROIC de 30,6% em 2025 para 37% em 2028. O banco vê disciplina de capital e priorização de margens como vetores de re-rating do papel.

Para 2026, a instituição projeta receita líquida de R$ 92,5 bilhões, EBITDA de R$ 31,1 bilhões e lucro líquido de R$ 16,1 bilhões. Em 2028, as estimativas sobem para receita de R$ 105,3 bilhões, EBITDA de R$ 34,7 bilhões e lucro de R$ 18,5 bilhões, reforçando a tese de crescimento sustentado para a Ambev.

Além disso, o case conta com proteção ao acionista via dividend yield líquido projetado de 7,1% em 2026, posição de caixa líquido e potencial de recompras com payout de 100%. Para o BTG, esses elementos fortalecem o perfil defensivo, enquanto a retomada do poder de preço impulsiona o cenário base para a ABEV3.

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