O HTMX11 reportou resultado líquido de R$ 3,543 milhões em fevereiro de 2026, apoiado por receitas totais de R$ 4,192 milhões e despesas de R$ 649 mil. O fundo anunciou dividendos de R$ 1,20 por cota, alta de 20% em relação a janeiro. O desempenho reforça a tese de geração de caixa via desinvestimentos e receitas operacionais, preservando disciplina de custos e distribuição recorrente aos cotistas.
As vendas de ativos foram o principal vetor de lucro no mês. Cinco apartamentos do Intercity Paulista e um do Estanplaza International somaram R$ 2.669.290,91 em receita bruta. Após a dedução da taxa de performance, o lucro líquido dessas transações chegou a R$ 2.348.274,58, equivalente a R$ 0,8131 por cota. Esse movimento confirma a execução consistente do plano de rotação de portfólio.
Desde o início da estratégia de desinvestimento, o fundo alienou 608 unidades, acumulando R$ 46,38 por cota amortizada. O portfólio iniciou março com 740 unidades distribuídas em 19 hotéis, preservando diversificação geográfica e de operadores. Em janeiro, a receita de aluguéis por apartamento foi de R$ 1.304, queda de 4% frente aos R$ 1.361 do mesmo período do ano anterior, refletindo sazonalidade típica do segmento.
Indicadores operacionais sinalizam resiliência. A taxa de ocupação subiu para 42%, avanço de 5% ante janeiro de 2025. A diária média se manteve estável em R$ 477, enquanto o RevPAR alcançou R$ 202, alta de 6% em relação aos R$ 191 de um ano antes. Esses números indicam melhora gradual na eficiência de preços e na recuperação da demanda corporativa.
Perspectivas setoriais permanecem construtivas. Janeiro teve ritmo moderado por conta das férias, mas fevereiro mostrou aceleração, impulsionada por eventos como o show do AC/DC, que elevaram a procura por hospedagem. Para março, a gestão projeta recuperação mais forte, com feiras, congressos e festivais, como o Lollapalooza, aquecendo o fluxo hoteleiro e sustentando margens.
Em síntese, o HTMX11 equilibra monetização de ativos com geração operacional. A distribuição de R$ 1,20 por cota e o resultado de R$ 3,543 milhões evidenciam capacidade de execução. A continuidade das vendas e a agenda de eventos devem apoiar receitas, enquanto a gestão ajusta alocação para capturar valor e manter previsibilidade de rendimentos.