O fundo imobiliário HOFC11 concluiu uma operação de R$ 90,9 milhões envolvendo o Edifício Morumbi, na cidade de São Paulo. A transação abrangeu a participação societária vinculada ao ativo e o usufruto que estava registrado em nome do fundo.
Do montante total, cerca de R$ 60,6 milhões referem-se à alienação das quotas da HOFC Empreendimentos Imobiliários, sociedade que detinha a nua propriedade do edifício. Os outros R$ 30,3 milhões dizem respeito à cessão onerosa do usufruto do imóvel.
O negócio foi inicialmente contratado com o TRXF11 em 4 de setembro. Em seguida, o TRXF11 indicou o Hedge Renda Corporativa FII para assumir, com efeitos retroativos à data de assinatura, a posição de comprador dos ativos. Em contrapartida, o TRXF11 subscreveu e integralizou cotas do veículo indicado.
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Uma parcela relevante dos recursos destinados ao fundo foi recebida por compensação de créditos relacionados à subscrição de cotas do TRXF11. Nessa etapa, foram utilizadas 694.999 cotas, adquiridas por R$ 94,39 cada, já considerados os custos da oferta.
Na componente do usufruto, aproximadamente R$ 30,3 milhões foram pagos, quase integralmente por meio de compensação de créditos. Na parte relativa à venda das quotas, outros R$ 35,3 milhões também foram liquidados por mecanismo semelhante, reduzindo o saldo a receber.
Fundo imobiliário HOFC11 mantém saldo de R$ 25,3 milhões a receber
Após as liquidações mencionadas, permanece um saldo de R$ 25,308 milhões, cujo vencimento final está previsto para 12 de junho de 2030. Até essa data, o valor será corrigido pela variação positiva acumulada do IPCA e acrescido de juros remuneratórios de 9,20% ao ano, conforme pactuado entre as partes.
A administração do fundo pretende antecipar o recebimento desse montante por meio da securitização dos créditos. A conclusão da operação é estimada em até 30 dias, condicionada à estruturação e às condições de mercado. Em caso de efetivação, a cessão será definitiva e sem coobrigação de pagamento por parte do fundo.
Estrutura, quitações e condições do fechamento
Com o fechamento do negócio, foram formalizadas as quitações referentes ao preço do usufruto e à fração já paga pela aquisição das quotas. As condições precedentes foram cumpridas, incluindo a anuência dos titulares dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) que têm o Edifício Morumbi como garantia.
O veículo arcará com ITBI, despesas cartorárias e demais custos associados à estruturação da transação. Esses encargos fazem parte das responsabilidades contratuais previstas para o fechamento e não alteram os termos econômicos já divulgados.
A indicação do Hedge Renda Corporativa FII como comprador, com efeitos retroativos, e a subscrição e integralização de cotas pelo TRXF11 consolidaram a lógica de compensação de créditos utilizada para liquidação parcial dos valores. O uso de 694.999 cotas a R$ 94,39 cada, considerando os custos da oferta, foi determinante para viabilizar os pagamentos já efetuados.
No conjunto, a operação desmobilizou a participação societária atrelada ao Edifício Morumbi e o respectivo usufruto, definiu um cronograma de recebimento até 2030 e abriu a possibilidade de antecipação via mercado de capitais, mediante securitização sem coobrigação. As etapas cumpridas incluem tanto a formalização das quitações quanto a obtenção das anuências exigidas pelos CRIs que têm o imóvel como lastro.