O fundo imobiliário INHF11 (Inter Hedge Fundo de Investimento Imobiliário) protocolou sua segunda emissão de cotas, em oferta pública que pode somar aproximadamente R$ 250 milhões. O veículo é negociado na B3 sob o ticker INHF11.
A operação prevê a distribuição primária de 24.154.589 cotas, a R$ 10,35 por cota, totalizando R$ 249.999.996,15. O procedimento ocorrerá sob o rito de registro automático da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O anúncio vem poucas semanas após a Inter Asset submeter ao mercado uma proposta de reorganização envolvendo quatro fundos imobiliários da gestora. A documentação da oferta, porém, não estabelece vínculo direto entre a captação e a reorganização societária.
Recursos serão investidos conforme política do FII
Segundo a lâmina da oferta, os recursos líquidos serão aplicados de forma ativa e discricionária pela Inter Asset e pela administradora, em linha com a política de investimentos prevista no regulamento. O documento não amarra a captação a uma aquisição específica nem define cronograma para a alocação.
A oferta será realizada na B3 e não contempla lote adicional nem lote suplementar. O fundo adota responsabilidade limitada dos cotistas, conforme a regulamentação dos FIIs. A lâmina ressalta riscos inerentes, como possibilidade de perda de capital, baixa liquidez e oscilações de mercado.
Na prática, uma emissão primária amplia a capacidade do fundo para realizar novos investimentos com recursos captados junto a investidores. A participação de cotistas atuais e de novos entrantes seguirá as condições estabelecidas nos materiais da oferta.
Emissão após proposta de consolidação da Inter Asset
No fim de junho, a Inter Asset propôs incorporar ao INHF11 os patrimônios do ITIP11 (Inter Teva Índice de Papel), ITIT11 (Inter Teva Índice de Tijolo) e INRD11 (Inter Residence). A operação depende de deliberação em assembleias de cotistas.
Se aprovada, a reorganização poderá formar um fundo com patrimônio estimado em cerca de R$ 391 milhões. A liquidez diária projetada é de aproximadamente R$ 500 mil, com exposição distribuída entre imóveis físicos, cotas de FIIs, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e caixa.
De acordo com a Inter Asset, a proposta tem como objetivos aumentar a escala do veículo, melhorar a liquidez no mercado secundário e ampliar a flexibilidade para a gestão do portfólio.
Mercado discute alternativas para ganho de escala
Nos últimos anos, parte da indústria de fundos imobiliários passou a discutir alternativas para ampliar a escala dos veículos de investimento em um cenário de juros elevados e menor facilidade para novas captações. Nesse contexto, fusões, incorporações e reorganizações societárias têm sido consideradas por algumas gestoras para aumentar a liquidez das cotas e diluir custos operacionais.
No caso do fundo, a emissão de cotas e a proposta de reorganização permanecem iniciativas independentes sob a ótica dos documentos divulgados até aqui. A oferta pública visa captar recursos para aplicação em linha com a política de investimentos, enquanto a reorganização societária ainda aguarda a decisão dos cotistas dos fundos envolvidos.
Até o momento, a Inter Asset não especificou um ativo a ser adquirido com os recursos da emissão nem detalhou a eventual destinação dos valores caso a reorganização seja aprovada. Conforme a lâmina da oferta, a alocação seguirá a estratégia de investimentos do fundo e as decisões de gestão.