O Fiagro SNAG11 avançou 0,71% nesta terça-feira (13), com a cota negociada a R$ 9,98 e volume financeiro de R$ 3,59 milhões. O desempenho ocorreu na contramão do mercado de fundos imobiliários. No mesmo retrato de mercado, o IFIX recuou 0,94%.
A alta vem em uma semana de expectativa pela divulgação dos rendimentos, com 15 de outubro marcado como data de referência para diversos FIIs. Os investidores aguardam os comunicados para conhecer os valores das próximas distribuições.
No pagamento mais recente confirmado, referente a setembro, o fundo distribuiu R$ 0,12 por cota. A data-base foi 15 de setembro e o pagamento ocorreu em 25 de setembro.
SNAG11 eleva carrego com compra de quatro CRAs
O fundo manteve a distribuição de R$ 0,12 por cota em agosto de 2026, mesmo com o resultado do período tendo ficado ligeiramente abaixo desse patamar. No mês, gerou R$ 0,113 por cota e utilizou parte das reservas acumuladas para complementar o pagamento.
Após essa alocação, o mês encerrou com R$ 0,096 por cota em reservas. Segundo dados divulgados pela gestão, o rendimento representou um dividend yield anualizado de 15,81%.
O principal movimento de agosto foi a aquisição de quatro Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no mercado secundário, atrelados ao setor de proteína animal. Entre os emissores dos novos papéis estão MBRF e Minerva, de acordo com a administração.
As compras foram realizadas com recursos provenientes da última emissão e elevaram a remuneração média da carteira. Com os novos investimentos, a carteira passou a ter 17 ativos, enquanto o carrego ponderado avançou para CDI + 2,76%.
Segundo a gestão, a abertura da curva de juros e a ampliação dos spreads de crédito ampliaram as oportunidades no mercado secundário. A estratégia foi priorizar emissores considerados de primeira linha do agronegócio que passaram a oferecer remunerações mais elevadas.
Fiagro identifica oportunidade em CRAs com juros mais altos
A tese para as novas aquisições combina dois vetores: uma curva de juros mais aberta, que elevou a taxa-base disponível, e spreads de crédito em CRAs considerados elevados frente aos últimos anos. Na avaliação da gestão, esse ambiente permitiu aumentar o retorno potencial da carteira sem elevar a exposição a emissores de menor qualidade de crédito.
O movimento também integra o plano de utilização do caixa levantado na última emissão. Em agosto, a posição líquida de recursos disponíveis somou R$ 53,54 milhões, equivalente a 5,91% do patrimônio líquido.
Mesmo com as alocações, a inadimplência permaneceu em 0% ao longo do mês. O patrimônio líquido encerrou agosto em aproximadamente R$ 906,09 milhões, enquanto a cota patrimonial ficou em R$ 10,13.