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BTAL11 fecha maio com resultado acima do mês anterior; veja o dividendo

BTAL11 fecha maio com resultado acima do mês anterior; veja o dividendo
CDBs. Foto: Suno/Banco

O Fiagro BTAL11 fechou maio com resultado líquido de R$ 4,51 milhões, cifra acima da apurada no mês imediatamente anterior. O desempenho do período refletiu a evolução operacional do portfólio e a dinâmica de receitas do fundo.

Esse resultado foi sustentado por receitas de R$ 5,135 milhões, enquanto as despesas totais somaram R$ 625 mil. A combinação entre crescimento de receita e controle de custos elevou a geração de caixa no mês.

A receita bruta de R$ 5,1 milhões correspondeu a R$ 0,86 por cota, e o resultado líquido de R$ 4,5 milhões equivaleu a R$ 0,75 por cota. Com base nessa geração de caixa, foram definidos os rendimentos referentes ao mês, em linha com a política de distribuição do fundo.

A distribuição ficou estabelecida em R$ 1,00 por cota. Esse valor representa um dividend yield anualizado de 13,67% quando calculado sobre a cotação de mercado no fechamento do mês e de 10,42% considerando a cota patrimonial. O pagamento dos dividendos está agendado para 25 de junho de 2026.

Na liquidez, o fundo encerrou o mês com R$ 132 milhões em caixa, montante equivalente a 19% do patrimônio líquido. A carteira permaneceu integralmente adimplente no período, sem registro de atrasos nos recebimentos.

A definição dos rendimentos considerou a base de caixa do mês, formada pela receita bruta de R$ 5,1 milhões e pelas despesas de R$ 625 mil. O resultado líquido de R$ 4,51 milhões superou o observado no mês imediatamente anterior e embasou a distribuição.

Fiagro detalha alocação e gatilhos de rentabilidade

A gestão destacou o desinvestimento da SPE Santo Antônio como um gatilho relevante para elevar a rentabilidade, dado que cerca de 10% do patrimônio líquido está concentrado nesse ativo. A iniciativa busca otimizar a alocação e reduzir a concentração.

A projeção é de que, após a conclusão da operação e a realocação estratégica do capital, sejam gerados R$ 0,06 por cota adicionais por mês na distribuição. O objetivo é capturar oportunidades e fortalecer o fluxo de rendimentos.

Composição da carteira do Fiagro

Do lado da composição das receitas, o fundo mantém vínculo direto com a cadeia do agronegócio. Por tipo de ativo, o Terminal de Transbordo Intermodal responde por 22%, à frente do Centro de Recebimento de Grãos (17%) e dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (16%).

Considerando o perfil dos locatários, operadores logísticos representam 38% da receita, seguidos por empresas de revenda de insumos (26%), pelo segmento de açúcar e álcool (21%) e pelo etanol de milho (15%). A totalidade dos contratos é atípica, com reajuste 100% atrelado ao IPCA e prazo médio remanescente (WAULT) de 6,7 anos.

O cronograma de vencimentos tem perfil alongado, com 72,8% da receita vencendo entre 2031 e 2035 e outros 18,7% somente depois de 2035. Os reajustes contratuais se concentram em fevereiro (41%) e março (28%), com fatias menores em abril (13%) e julho (18%).

Desempenho do Fiagro em maio e no ano

No comparativo de desempenho, a rentabilidade em maio foi de -1,7%, abaixo do IFIX (-1,3%) e do CDI líquido (0,9%). No acumulado de 2026, o avanço é de 4,5%, superando o IFIX (2,7%) e ficando pouco atrás do CDI líquido (4,9%).

Os indicadores do mês, a posição de caixa de R$ 132 milhões e o perfil contratual com reajuste ao IPCA e WAULT de 6,7 anos compõem o cenário operacional do fundo. A carteira seguiu adimplente, e o calendário de vencimentos permanece concentrado a partir de 2031.

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