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Como investir em energia solar? Setor movimenta R$ 300 bilhões e amplia opções na Bolsa

Como investir em energia solar? Setor movimenta R$ 300 bilhões e amplia opções na Bolsa
Dividendos do CPTS11: veja quanto será pago em junho. Imagem gerada por IA

A energia solar passou de tendência a um dos pilares da infraestrutura no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o segmento já atraiu mais de R$ 300 bilhões em investimentos, impulsionando a expansão de usinas, da geração distribuída e de novos modelos de negócios ligados à transição energética.

A evolução da fonte também ampliou as alternativas para investidores. Além de ações de empresas do setor elétrico, a temática pode ser acessada por meio de fundos de infraestrutura, fundos imobiliários, títulos incentivados e ETFs, cada qual com estruturas e riscos específicos.

Antes da escolha, especialistas sugerem observar a qualidade dos ativos, a solidez financeira das empresas ou gestoras, a capacidade de geração de caixa e o histórico operacional dos projetos. No caso de fundos, contratos de longo prazo, diversificação dos ativos e indexação das receitas são pontos centrais na avaliação.

Novos fundos de energia solar ampliam o acesso

Entre os veículos listados na Bolsa está o SNEL11, fundo de infraestrutura dedicado ao setor de energia solar. O veículo reúne usinas fotovoltaicas operacionais, tem contratos de longo prazo corrigidos pela inflação e, recentemente, concluiu uma oferta de cotas para ampliar a carteira de ativos e acelerar novos investimentos em geração renovável.

Outro exemplo é o Prisma Proton Energia FIP-IE (PPEI11), que congrega quatro usinas solares 100% operacionais no Nordeste brasileiro. O fundo combina receitas contratadas de longo prazo corrigidas pelo IPCA com o benefício da isenção de imposto de renda para pessoas físicas elegíveis, característica comum dos FIP-IE.

Já o AZIN11, fundo de investimento em participações em infraestrutura (FIP-IE) gerido pela AZ Quest, também possui exposição ao segmento. Nos últimos meses, o veículo realizou novos investimentos em projetos de energia solar e em infraestrutura de telecomunicações, além de reciclar ativos da carteira, estratégia que contribuiu para um desempenho acumulado superior ao CDI desde o lançamento.

Esses veículos ilustram caminhos para acessar a geração fotovoltaica por meio de estruturas listadas, cada uma com políticas de investimento, prazos e perfis de risco distintos. A análise de contratos, contrapartes, prazos de indexação e garantias segue como etapa indispensável para compreender a resiliência de fluxos de caixa ao longo do tempo.

Energia solar é a segunda maior fonte do país

A expansão da energia solar tem reflexos diretos na economia brasileira. De acordo com a ABSOLAR, o segmento já criou mais de 2 milhões de empregos e gerou aproximadamente R$ 96 bilhões em arrecadação tributária, fortalecendo cadeias associadas à indústria, construção civil, engenharia e prestação de serviços.

Sob a ótica ambiental, a fonte renovável evitou a emissão de mais de 114 milhões de toneladas de CO₂, contribuindo para a diversificação da matriz elétrica brasileira e para o avanço das metas de descarbonização.

Atualmente, a fonte soma 68,8 GW de capacidade instalada, responde por cerca de 25,3% da matriz elétrica nacional e ocupa a posição de segunda maior fonte de geração do país. O dado consolida a trajetória de crescimento da tecnologia fotovoltaica em diferentes frentes, tanto em usinas centralizadas quanto na geração distribuída.

Com o amadurecimento do mercado e o surgimento de novos veículos, o acesso dos investidores à temática se ampliou. A seleção criteriosa de ativos, contratos e gestores permanece como eixo central para avaliar riscos, previsibilidade de receitas e a aderência de cada produto aos objetivos de longo prazo.

ACESSO RÁPIDO

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