Cinco dividendos de fundos imobiliários serão pagos nesta terça-feira (19) aos cotistas. Entre os destaques, IRIM11, RBRR11 e RBRY11 confirmaram repasses entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota, enquanto CXAG11 e IBCR11 também distribuem valores relevantes. Para quem busca renda passiva, a data é importante para acompanhar o crédito automático na corretora.
O RBRR11 deposita R$ 0,90 por cota, mesmo valor confirmado pelo IRIM11. Já o RBRY11 paga R$ 1,00 por cota aos investidores posicionados na data de corte. Completam a lista o CXAG11, com R$ 0,72, e o IBCR11, com R$ 0,60. Esses montantes reforçam o apelo dos FIIs em ciclos de juros elevados, quando a previsibilidade de caixa ganha peso nas carteiras.
Como funciona a regra de distribuição? Pela legislação, os FIIs precisam repassar, no mínimo, 95% dos lucros semestrais apurados em regime de caixa. Apesar disso, a prática do mercado é realizar pagamentos mensais, oferecendo recorrência de renda. O crédito ocorre automaticamente aos cotistas que detinham as cotas na chamada data de corte, definida pelos administradores.
Características dos fundos: o CXAG11 é um fundo de tijolo, com portfólios voltados a agências bancárias e administração da Oliveira Trust. IBCR11 e RBRR11 são fundos de papel geridos pelo BTG Pactual, com foco em recebíveis imobiliários. O RBRY11 segue a mesma linha de crédito, enquanto o IRIM11 é um fundo misto, também sob gestão do BTG Pactual, mesclando ativos de diferentes perfis.
Tributação e riscos: para pessoas físicas, os rendimentos mensais dos FIIs são isentos de Imposto de Renda, desde que atendidos os critérios legais, como pulverização de cotistas e negociação em bolsa. Já os ganhos de capital na venda de cotas podem ser tributados conforme a legislação vigente.
Em termos de risco, vale lembrar que FIIs são renda variável e, portanto, estão sujeitos à oscilação de preços e de rendimentos, de acordo com a performance dos imóveis, inadimplência dos locatários ou variações de indexadores nos fundos de papel. Assim, os dividendos podem flutuar ao longo do tempo, exigindo análise contínua da carteira e da gestão.
Para o investidor de longo prazo, manter disciplina na seleção de gestores, qualidade de ativos e liquidez pode ajudar a sustentar o fluxo de dividendos e reduzir a volatilidade do portfólio.