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CACR11 despenca 6,69% após calote em CRI de R$ 58,9 mi

CACR11 despenca 6,69% após calote em CRI de R$ 58,9 mi
Imagem gerada por IA

O CACR11 despencou 6,69% nesta terça-feira (26), fechando a R$ 33,50 na B3, após a comunicação de inadimplência do CRI Helvetia. A operação soma R$ 58,9 milhões na carteira do fundo e corresponde a 12,7% do patrimônio líquido, elevando a percepção de risco. Com isso, o fundo imobiliário acumula perdas expressivas em maio de 2024, intensificando a aversão dos investidores ao segmento de recebíveis.

A pressão vendedora ganhou força depois que a Bari Securitizadora reportou que a Helvetia 5 Administradora de Imóveis não quitou as notas comerciais vinculadas ao certificado, com vencimento em 22 de maio. A falta de pagamento esvaziou o patrimônio separado do CRI, inviabilizando o repasse aos investidores na data prevista de 25 de maio. Esse gatilho elevou o prêmio de risco exigido e resultou em forte queda nas cotas do fundo.

No relatório gerencial mais recente, o CRI Helvetia aparece com saldo devedor de R$ 58,9 milhões, uma concentração relevante para o portfólio. Dada essa exposição, qualquer atraso ou inadimplência tende a afetar de forma direta o fluxo de caixa projetado e a precificação das cotas. A magnitude do evento reforça a sensibilidade do fundo a deteriorações de crédito em posições específicas.

Em maio, o desempenho do fundo imobiliário foi extremamente negativo. A volatilidade se intensificou a partir de 4 de maio, quando houve recuo de 42,2%, seguido por novas quedas de 11,51%, 9,01%, 9,46% e 4,58% nos pregões subsequentes. Na semana encerrada em 8 de maio, a desvalorização acumulada já alcançava 59,79%, evidenciando um estresse prolongado.

Diante do ambiente adverso no setor imobiliário e de crédito, o fundo suspendeu o pagamento de dividendos referentes a abril, apesar do resultado de R$ 1,24 por cota no regime de caixa. A retenção buscou reforçar liquidez, preservar garantias e sustentar projetos financiados, estratégia comum em ciclos de maior incerteza. Essa medida, porém, também costuma pressionar a precificação no curto prazo.

No acumulado de maio, o CACR11 recua 58,81%. Em 12 meses, a desvalorização chega a 60,44%, mesmo após uma recuperação técnica de 18,04% em uma das semanas posteriores à forte correção. Para acompanhamento contínuo, a Status Invest reúne histórico de dividendos, indicadores, carteira, relatórios e agenda do fundo, facilitando a análise de riscos e oportunidades.

Confira mais dados e atualizações sobre o CRI Helvetia e a carteira do fundo para embasar decisões, monitorando comunicados, garantias e eventuais recuperações de fluxo.

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