O fundo imobiliário BTCI11 apurou resultado de R$ 13,087 milhões em maio, avanço de 27,48% frente aos R$ 10,266 milhões de abril. O desempenho decorreu de receita de R$ 14,063 milhões, após despesas de R$ 976 mil registradas no período.
Com base nesse resultado, a distribuição atingiu R$ 10,45 milhões, o equivalente a R$ 0,105 por cota, representando rentabilidade mensal de 1,13%. Em junho, foi pago o mesmo valor de R$ 0,105 por cota aos cotistas.
Desempenho e distribuição do BTCI11
Ao fim de maio, o fundo reportou patrimônio líquido de R$ 1,02 bilhão e valor de mercado de R$ 921,6 milhões. A cota patrimonial encerrou o mês em R$ 10,23, enquanto a cota de mercado terminou a R$ 9,26.
No mês, houve alocação no CRI BTLC, estruturado internamente, para antecipar à Log CP a última parcela vinculada à venda de ativos para o BTLC11. Como garantia dessa operação, o FII detém a fração ideal dos imóveis envolvidos, correspondente ao montante antecipado.
A aquisição foi realizada no mercado primário, a uma taxa de CDI + 1,15%. Em paralelo, a gestão efetuou alocações de carrego pontuais em ativos táticos, com o objetivo de contribuir para a rentabilidade da posição de caixa enquanto avalia a seleção de novos ativos.
Movimentações e carteira do BTCI11
No fechamento de maio, 96% do patrimônio líquido estava alocado em 32 operações. O caixa permaneceu em nível compatível com as necessidades operacionais e com as obrigações recorrentes do fundo.
A administração informa que segue na originação e análise de novas oportunidades, priorizando ativos com garantias robustas e uma diversificação considerada adequada para a carteira.
Na composição por segmento, o logístico detém a maior participação, com 39% do patrimônio líquido. Segundo a gestão, os fundamentos do setor seguem favoráveis, apoiados pela combinação de demanda resiliente e oferta limitada de ativos de qualidade, o que sustenta taxas de ocupação em patamares saudáveis e pressiona aluguéis para cima em várias regiões do país.
O segmento residencial representa 25% do patrimônio. A avaliação é de que os fundamentos de longo prazo permanecem positivos, ainda que os custos de construção sigam elevados. A trajetória de juros é apontada como um vetor relevante para o desempenho do setor.
Nesse contexto, uma eventual flexibilização adicional das condições financeiras tenderia a sustentar a demanda por imóveis e a melhorar as condições de financiamento, com potencial benefício mais acentuado para as faixas de média e alta renda. Ao mesmo tempo, a demanda estrutural por moradia e o desempenho do MCMV são vistos como fatores de sustentação da atividade, de acordo com a gestão.