O fundo de infraestrutura BIDB11, da Inter Asset, reportou lucro líquido de R$ 2,02 milhões em fevereiro de 2026. O mês foi marcado por forte atividade no mercado primário de debêntures incentivadas, com múltiplas ofertas que ampliaram a base de papéis e influenciaram a precificação no secundário. Esse ambiente elevou a seletividade dos investidores e exigiu ajustes táticos na gestão para preservar retorno e qualidade.
Em fevereiro, houve uma janela relevante de emissões iniciadas no começo do ano. Eneva, Sabesp, Axia (ex-Eletrobras) e Rumo lideraram operações que reforçaram a oferta de títulos incentivados. A maior disponibilidade de ativos reduziu a pressão compradora vista em janeiro, quando o fluxo concentrado provocou fechamento expressivo de taxas em debêntures incentivadas.
Com o aumento da oferta, os spreads passaram por realinhamento. As taxas abriram cerca de 10 pontos-base, devolvendo parte do fechamento de aproximadamente 45 pontos-base observado no mês anterior. O feriado de Carnaval, ao reduzir os dias úteis, diminuiu a liquidez no mercado secundário e intensificou a sensibilidade de preços, sobretudo em faixas de duration intermediária.
Para navegar esse quadro, a gestora adotou calibragem recorrente nas carteiras incentivadas, ajustando a duration conforme o cenário de juros. A estratégia busca capturar ganhos táticos além do carrego das debêntures incentivadas, sem comprometer a qualidade creditícia. Essa abordagem combina rotação seletiva, avaliação de prêmio por risco e manutenção de colchões de liquidez.
Resultados e distribuição reforçaram a consistência do veículo. O BIDB11 pagou R$ 1,00 por cota referente a fevereiro, com pagamento em 13 de março de 2026. Considerando a cotação de R$ 82,79 ao fim do mês, o dividend yield mensal ficou em torno de 1,21%, patamar competitivo frente a alternativas de renda fixa isenta e fundos da mesma classe.
Em 54 meses de operação, a rentabilidade do fundo supera o benchmark NTN-B 2032, sustentada por seleção de crédito, disciplina de duration e eficiência na execução em janelas de mercado. O foco permanece em liquidez, diversificação setorial e capturas oportunísticas em debêntures incentivadas, preservando a resiliência do portfólio.