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PSEC11 define proventos com rendimento mensal superior a 1%

PSEC11 define proventos com rendimento mensal superior a 1%
Foto: Suno/Banco

Os dividendos do PSEC11 foram definidos em R$ 0,60 por cota, referentes a agosto de 2026, com pagamento em 16 de setembro. A distribuição contempla os cotistas conforme as regras do fundo.

A data de corte foi 9 de setembro de 2026. Investidores que encerraram esse pregão com cotas em carteira terão direito ao recebimento, conforme o cronograma divulgado.

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Tomando como referência a cotação de R$ 51,44, o pagamento equivale a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,17%. O indicador resulta da relação entre o provento por cota e o preço de mercado informado.

Para pessoas físicas, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda, desde que cumpridos os requisitos da legislação vigente. O tratamento fiscal segue as regras aplicáveis aos fundos imobiliários.

Rotação de FIIs e crédito na carteira

O último relatório gerencial disponível, de julho de 2026, indica que o fundo imobiliário manteve a estratégia de alterar a composição dos investimentos. A administração continua reduzindo o número de FIIs listados na carteira para liberar recursos e ampliar gradualmente a exposição direta a crédito.

Ao fim de julho, o portfólio somava 74 posições em FIIs, ante 78 no mês anterior e 118 no início do processo. A gestão pretende encerrar 2026 com algo entre 40 e 50 posições, mantendo a diretriz de concentração em ativos selecionados.

Desde março, cerca de R$ 270 milhões foram destravados com essa rotação e passaram a ser direcionados progressivamente a operações de crédito. O movimento busca acelerar a migração do portfólio para papéis de renda fixa imobiliária.

Entre as principais movimentações, houve um reforço de R$ 10,3 milhões no CRI Cone Refri, título que já integrava a carteira. O papel é remunerado a IPCA + 11,5% ao ano e tem vencimento em dezembro de 2030, segundo o documento.

No sentido oposto, a posição no MCLO11 foi reduzida em R$ 11,3 milhões, enquanto a participação no XPML11, de R$ 12 milhões, foi vendida integralmente. As vendas contribuíram para a realocação de capital em crédito.

Também foi efetuado um aporte de R$ 18,9 milhões no MGRI11. O valor foi destinado ao pagamento da última parcela do ativo Hospital da Bahia, atualmente locado à DASA, conforme descrito pela gestão.

Com essas decisões, o fundo encerrou julho com 21,6% do patrimônio em CRIs e 9,4% em caixa. Os FIIs ainda representavam 68,9% do portfólio na data do relatório.

A transformação da carteira segue uma composição-alvo na qual cerca de 50% do patrimônio permanece associado à estratégia de carrego, com destaque para crédito. Outros 20% ficam alocados em teses de ganho de capital, enquanto uma fatia entre 20% e 30% é reservada a oportunidades no mercado secundário e a originações primárias do fundo.

Outra frente em avaliação é uma possível consolidação com o RBRX11. De acordo com o relatório de julho, a operação poderia ocorrer no segundo semestre de 2026, condicionada às aprovações aplicáveis. A proposta integra a reorganização da plataforma de fundos multiestratégia conduzida pela gestão.

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