O fundo imobiliário anunciou a distribuição de R$ 0,45 por cota, referente aos resultados de agosto de 2026. Farão jus aos rendimentos os investidores posicionados ao fim do pregão de 8 de setembro de 2026, data de corte definida pelo fundo, com pagamento previsto para 15 de setembro.
Com a cotação de R$ 32,28, os dividendos correspondem a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,39%. Em termos práticos, uma carteira de 100 cotas receberá R$ 45,00, enquanto uma posição de 1.000 cotas renderá R$ 450,00 na data do depósito.
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A política de distribuição segue os resultados do período, sem indicação de alterações no cronograma informado. O cálculo do dividend yield considera a cotação mencionada e reflete o retorno mensal estimado com base no anúncio.
Locações, ocupação e contratos no portfólio
O fundo encerrou agosto de 2026 com 84,7 mil metros quadrados de área bruta locável alocada em sete imóveis comerciais. A ocupação do portfólio ficou em 92,8%, ante 7,2% de áreas vagas, e cinco ativos apresentavam ocupação integral ou superior a 94%, considerando a ocupação temporária no Evolution Corporate.
No Parque Ana Costa, em Santos, houve a renovação por cinco anos do contrato da Hapag Lloyd relativo ao 14º e ao 15º pavimentos da Torre B, que somam 1.655,20 metros quadrados. O novo período contratual começou em 22 de agosto de 2026, garantindo continuidade da locação nessas áreas.
Em movimento oposto, o Banco Digio notificou a intenção de desocupar quatro conjuntos do 7º andar do Evolution Corporate, em Alphaville, totalizando 1.675,44 metros quadrados. A comunicação ocorreu por meio de fato relevante de 20 de agosto, conforme divulgado pela gestora.
A administração reportou que segue acompanhando as tratativas de locação e devolução, com prioridade para reduzir o tempo de vacância e preservar a geração de renda dos ativos. As atualizações mencionadas integram o relatório referente ao fechamento de agosto.
Venda cancelada e impactos na vacância
O relatório trouxe ainda um evento posterior. Em 4 de setembro, foi desfeita a venda do imóvel na Avenida Europa, 884, em São Paulo, após o comprador não cumprir uma obrigação contratual. Com isso, o ativo, de 1.962,60 metros quadrados, permanece no portfólio e segue locado, sem alteração imediata na geração de caixa desse imóvel.
Segundo a gestora, considerando a reversão dessa venda e a eventual concretização das devoluções em andamento, a vacância do fundo poderá chegar a 11,40%. O cenário reflete tanto a saída anunciada no Evolution Corporate quanto a manutenção do ativo da Avenida Europa no portfólio.
Em paralelo à gestão das locações, a estratégia inclui negociar a venda de imóveis para administrar passivos, com intenção de alienar por valores alinhados aos laudos de avaliação de dezembro de 2025. Até as informações mais recentes, essa frente resultou em operações envolvendo Parque Ana Costa, Canopus Corporate e Torre Rio Claro na Cidade Matarazzo.
No fechamento de agosto, os imóveis representavam 86,1% dos ativos, e os valores a receber por vendas de propriedades, 12%. As obrigações por aquisições somavam R$ 141,8 milhões, ligadas ao Barra da Tijuca Corporate e ao Evolution Corporate. A partir de agosto, o financiamento do primeiro ativo voltou ao fluxo regular de pagamentos pela tabela Price no fundo.