O fundo imobiliário SNCI11 manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota referente a maio e reafirmou o guidance de pagamentos entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para todo o terceiro trimestre de 2026. Segundo a gestora, a decisão busca preservar previsibilidade nos rendimentos enquanto avança a recuperação de ativos de crédito em situação especial reportada no período.
Com esse patamar de distribuição, o fundo encerrou maio com dividend yield anualizado de 13,50%, calculado a partir da cotação de mercado de R$ 88,92 por cota. O patrimônio líquido totaliza R$ 407,1 milhões, conforme o relatório gerencial divulgado pela administração.
O relatório também destacou o nível de preço frente ao valor patrimonial. Ao fim de maio, as cotas negociavam a 0,92 vez o valor patrimonial (P/VP), equivalente a um desconto de aproximadamente 8% em relação ao valor contábil dos ativos mantidos em carteira, segundo os dados informados pela gestora.
Na estrutura de capital, o fundo encerrou o mês com alavancagem líquida negativa de 9,6% do patrimônio líquido. Esse indicador sinaliza posição credora líquida, em contraste com veículos que utilizam endividamento para ampliar retornos. A administração aponta que essa configuração reforça a estratégia de manutenção de previsibilidade na distribuição.
Em maio, a rentabilidade ajustada foi de -1,64%, desempenho próximo ao do IFIX, que recuou -1,33% no mesmo intervalo. A comparação mensal indica movimento alinhado ao índice de referência do segmento de fundos imobiliários, conforme ressaltado no material gerencial.
No acumulado de seis meses, o retorno ajustado atingiu 16,48%, superando o IFIX (5,93%), o IFIX Papel (7,89%) e a média dos fundos comparáveis (9,41%). A gestora atribui o resultado ao comportamento da carteira de crédito e ao acompanhamento de operações em situação especial em curso.
Gestão reafirma guidance do SNCI11 para 2026
A administração manteve o guidance de R$ 1,00 a R$ 1,10 por cota para todo o terceiro trimestre de 2026. Segundo o relatório, o objetivo é sustentar a previsibilidade de pagamentos enquanto se conduzem medidas de recuperação e gestão ativa da carteira de crédito, com foco na manutenção do spread consolidado em patamar considerado adequado pela equipe.
Durante maio, o fundo seguiu ampliando a carteira. Entre as operações destacadas estão a aquisição de R$ 5 milhões do CRI Mahalo, destinado ao financiamento de um empreendimento residencial em Vila Velha (ES), além de compras de CRIs como Ceratti Magna, Bit Barueri, Copagril e LocPay. As transações reforçam a presença em créditos corporativos e residenciais, conforme descrito no documento.
O spread consolidado da carteira encerrou maio em 3,10%. De acordo com a gestora, o indicador permanece em nível saudável, ainda que tenha mostrado acomodação em relação aos níveis observados no segundo semestre de 2025. O relatório indica continuidade do monitoramento dos papéis e das condições de mercado.
Indicadores de mercado e estrutura de capital
A leitura dos indicadores de mercado mostrou as cotas sendo negociadas a 0,92 vez o valor patrimonial (P/VP), refletindo desconto de aproximadamente 8% frente ao valor contábil. Em paralelo, a alavancagem líquida negativa de 9,6% do patrimônio líquido reforça a posição credora líquida do fundo no período, em linha com a estratégia informada.
A combinação entre a manutenção do guidance, o nível de P/VP e o comportamento da rentabilidade ajustada em maio, próximo ao IFIX, compôs o panorama do mês. No horizonte semestral, o desempenho de 16,48% permaneceu acima dos índices de referência e da média dos pares comparáveis citados pela gestão.
H2: Recuperação de créditos
Quatro operações seguem em acompanhamento especial: os CRIs AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior, que representam aproximadamente 6,9% do patrimônio líquido do fundo. “Segundo a gestora, esses ativos já estão devidamente marcados e seguem em processo de recuperação.”