Dividendos do RBRP11 serão de R$ 0,40 por cota em junho, mantendo o mesmo patamar desde abril de 2025. O pagamento ocorre em 15 de junho de 2026, com direito aos investidores posicionados até 8 de junho. A constância reforça a previsibilidade do fundo e atrai perfis que buscam renda recorrente no mercado de FIIs.
O anúncio implica dividend yield mensal de aproximadamente 0,77%, tomando como referência a cotação de R$ 51,69 registrada em maio. Essa taxa está alinhada ao histórico recente do portfólio e sugere estabilidade operacional. Para pessoas físicas, os rendimentos são isentos de IR, desde que atendidos os requisitos legais, o que melhora o retorno líquido.
A gestão informou que, em abril, a receita total foi de R$ 0,50 por cota, com resultado distribuível de R$ 0,40 por cota. Houve impacto positivo de R$ 0,04 por cota decorrente da venda do imóvel João Dias, contribuindo para a manutenção do nível atual de distribuição. A média dos últimos 12 meses permaneceu em R$ 0,40 por cota, reforçando a consistência do fluxo.
A vacância física ficou em 23,8% e a financeira em 21,5%, sem movimentações de locatários no período. Foram aplicados reajustes contratuais em 2.770 m² de ABL, refletindo a indexação predominante aos índices de preços. Seguem tratativas nos edifícios Jacks Rabinovich e Pátio Mauá, além de discussões sobre ocupação do River One e visitas no Delta Plaza.
O portfólio reúne 7 ativos que somam mais de 43 mil m² de área bruta locável, com forte concentração em São Paulo (96%) e presença residual no Rio de Janeiro (4%). Em qualidade, 65% são classe AA, 23% classe A, 11% classe BB e 1% classe C, sinalizando foco em ativos corporativos de padrão elevado.
O River One responde por 65,1% da receita contratada, seguido pelo Celebration (19,1%) e Delta Plaza (10,9%), configurando concentração relevante no principal ativo. Todos os contratos são típicos, com 99% corrigidos pelo IPCA e 1% pelo IGP-M. Não há alavancagem nem obrigações por aquisição de novos imóveis, o que sustenta a resiliência do caixa e a continuidade dos atuais pagamentos de proventos.