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SNAG11 avança com revisão positiva da Abiove para a soja

SNAG11 avança com revisão positiva da Abiove para a soja
Foto: Suno/Banco

A SNAG11 ganha fôlego com a elevação das projeções de processamento de soja no Brasil para 2026, divulgadas pela Abiove. O novo cenário reforça a atratividade do fiagro para investidores que buscam exposição ao agronegócio com diversificação e renda recorrente. A combinação de fundamento setorial e captação robusta sustenta a tese do fundo no curto e médio prazos.

A Abiove atualizou suas estimativas e agora prevê 62,5 milhões de toneladas de soja processadas em 2026, alta de 6,5% ante 2025 e um novo recorde para a indústria. A entidade também revisou a safra nacional, de 177,8 milhões para 180,1 milhões de toneladas, ampliando a oferta para o complexo soja. Esse pano de fundo favorece margens de esmagamento, demanda por armazenagem e financiamento de cadeias produtivas.

Desempenho recente do fundo indica liquidez crescente. Em abril, o SNAG11 movimentou volume médio diário de cerca de R$ 4,27 milhões, o que representou 10,5% do total entre os dez maiores fiagros da B3. A quinta emissão foi concluída com captação de R$ 301,4 milhões, aproximadamente R$ 100 milhões acima do previsto, mostrando apetite do mercado.

Com os novos recursos, o patrimônio saltou para R$ 927,66 milhões, avanço próximo de 50% frente ao tamanho anterior. A base de investidores também se expandiu: alcançou 130 mil cotistas, poucos meses após superar a marca de 120 mil em fevereiro. Essa pulverização tende a reduzir volatilidade e sustentar negociações mais estáveis.

Cerca de 39,2% do capital será alocado em operações de irrigação agrícola, segmento com demanda estrutural e resiliência operacional. O portfólio mantém foco em emissores estratégicos do agronegócio — sementes, armazenagem e proteínas —, diversificando risco de crédito e ciclos de preço. A tese busca capturar ganhos de produtividade e eficiência logística.

Desde o início, a performance acumulada do fundo chegou a 79,9%, superando CDI líquido (47,5%), IFIX (37,2%) e IPCA + 7% (50,5%). Em abril, distribuiu R$ 0,12 por cota, equivalente a dividend yield anualizado de 14,24%, reforçando o caráter de renda. Para investidores, a melhora do ambiente para a soja tende a sustentar a demanda por capital no campo e beneficiar a SNAG11.

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