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SNEL11 ganha 90 mil cotistas e amplia liquidez em fevereiro

SNEL11 ganha 90 mil cotistas e amplia liquidez em fevereiro
Foto: Suno/Banco

O FII SNEL11 terminou fevereiro com forte melhora de liquidez e expansão da base de investidores, sinalizando a consolidação do segmento de geração distribuída entre os fundos listados. No mês, o fundo movimentou cerca de R$ 70 milhões, com volume médio diário próximo de R$ 4 milhões. Nesta semana, o número de cotistas chegou a 90 mil, reforçando o apelo do produto para o investidor de renda passiva e diversificação setorial.

Guilherme Barbieri, Head de Infraestrutura da Suno Asset, atribui o avanço ao crescimento da base e à maior capacidade de negociação do ativo. Segundo ele, o produto é muito líquido e gera conveniência para entrada e saída, sem pressionar spreads. Essa dinâmica tende a sustentar o interesse no SNEL11 ao longo do ano, especialmente com a maturação do portfólio e o ganho de escala das usinas.

O fundo manteve distribuição de R$ 0,10 por cota em fevereiro, com dividend yield anualizado próximo de 14,94%. O resultado reflete lucro acumulado e pipeline de ativos em evolução. Para os próximos meses, a gestão projeta distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, acompanhando o ramp-up operacional e a estabilização dos projetos contratados. Esse guidance oferece previsibilidade de fluxo ao cotista.

Como funciona o modelo de negócio do fundo? Diferente de comercializadoras, o fundo não vende energia. Ele estrutura, financia e “loca” os ativos a consórcios ou consumidores que monetizam os créditos. Esse arranjo aproxima o veículo da lógica imobiliária, com contratos de longo prazo, mitigação de risco operacional e foco em geração estável de caixa. Assim, o SNEL11 captura retorno por meio de receitas recorrentes de locação de infraestrutura.

Reestruturação e riscos: a UFV Petrolina passou para o modelo take or pay, reduzindo riscos comerciais e ampliando visibilidade de receitas. A expectativa é de impacto positivo a partir de 2026, com receita adicional e menor volatilidade. Esse movimento soma-se à diversificação geográfica e contratual como pilares de resiliência.

Perspectivas: com liquidez elevada, base de 90 mil cotistas e guidance mantido, o fundo avança em seu processo de maturação. A combinação de contratos robustos, eficiência operacional e gestão ativa sustenta a tese de renda com potencial de valorização no médio prazo. Para o investidor, o SNEL11 oferece exposição a infraestrutura de energia com perfil defensivo e distribuição recorrente.

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