O XPIN11 (Invista Industrial Fundo de Investimento Imobiliário) submeteu aos cotistas uma consulta formal para autorizar a venda de seus imóveis logísticos remanescentes ao XPLG11 por R$ 287,6 milhões. A operação, detalhada em edital divulgado pela Vórtx, prevê prazo até 17 de abril de 2026 para sua conclusão, condicionada à aprovação dos investidores do XPIN11. A proposta centraliza a alienação dos ativos remanescentes do portfólio para um único comprador do mesmo ecossistema de gestão.
A oferta estabelece R$ 287.632.802,31 como preço total pela aquisição dos ativos. Esse valor consolida a avaliação do portfólio e contempla a transferência integral dos imóveis logísticos remanescentes. Segundo o documento, a aprovação se dará em votação única, na qual os cotistas decidem se aceitam todos os termos e condições apresentados.
Entre as propriedades incluídas, está o Condomínio Barão de Mauá – Módulos 5 a 9, com cerca de 14,3 mil m² de ABL. Localizado no km 87 da Rodovia Dom Pedro I, em Atibaia, a 64 km de São Paulo, o empreendimento se posiciona em um eixo rodoviário relevante para distribuição regional, o que reforça o apelo do ativo no mercado de galpões.
A Invista Real Estate, gestora do XPIN11, sinalizou que a proposta do XPLG11 foi escolhida após análise comparativa de ofertas apresentadas para os ativos remanescentes. O objetivo é buscar eficiência na desimobilização, liquidez para o fundo e potencial reciclagem de capital, mantendo transparência no processo deliberativo junto aos investidores.
O XPLG11, fundo comprador, é administrado pela Vórtx e gerido pela XP Vista Asset Management, estrutura que sugere sinergias operacionais na integração dos ativos. A efetivação da transação depende exclusivamente do crivo dos cotistas do XPIN11, sem condicionantes adicionais externos além do cumprimento dos prazos e procedimentos usuais.
Em síntese, a consulta propõe a venda integral dos imóveis logísticos remanescentes do XPIN11 ao XPLG11 pelo montante de R$ 287,6 milhões, com deliberação em votação única. Caso aprovada, a operação deve ser concluída até abril de 2026, alinhando governança, prazos e estratégia de portfólio. Para o investidor, a decisão envolve ponderar preço, liquidez e perspectivas do segmento de galpões no médio prazo.