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Vacância de escritórios em SP cai e Paulista puxa recuperação

Vacância de escritórios em SP cai e Paulista puxa recuperação
Foto: Suno/Banco

O mercado de escritórios corporativos de alto padrão em São Paulo registrou queda de 2,3 pontos percentuais na taxa de vacância ao longo do último ano, segundo levantamento do Secovi-SP em parceria com a CBRE divulgado nesta semana. O movimento sinaliza retomada gradual da demanda por ambientes de trabalho de qualidade na capital, com melhora disseminada entre os principais polos de negócios.

O estudo considerou cerca de 8,7 milhões de metros quadrados de áreas locáveis em prédios premium, cobrindo empreendimentos de padrão Triple A e segmentos de alto padrão. Ao longo de 2025, observou-se recomposição do nível de ocupação, favorecida por decisões de consolidação e upgrades de lajes por parte de grandes locatários.

Vacância recua com destaque na Paulista

A Avenida Paulista apresentou a maior redução da vacância entre os eixos corporativos, com queda de 3,4 pontos percentuais no quarto trimestre, evidenciando a atratividade do estoque Triple A em localização central. A proximidade de transporte, serviços e infraestrutura seguiu como diferencial competitivo para novas locações.

Os Jardins também mostraram melhora, com diminuição de 0,5 ponto percentual no mesmo período. A região, conhecida por edifícios boutique e espaços de alto padrão, manteve liquidez consistente em contratos de médio e grande porte, reforçando a resiliência do mercado local.

Marginal Pinheiros atinge menor nível em cinco anos

A Marginal Pinheiros encerrou 2025 com o menor patamar de espaços desocupados em cinco anos no segmento Triple A, conforme a pesquisa. O eixo, que concentra empreendimentos de última geração e ampla oferta de mobilidade, sustentou absorção positiva ao longo do ano, ainda que o quarto trimestre tenha registrado leve alta pontual na vacância.

Mesmo com essa oscilação, o comportamento dos escritórios vazios espelha a dinâmica de ocupação corporativa, marcada por renovações seletivas, relocações estratégicas e busca por eficiência. A tendência para 2026 é de estabilidade na taxa geral, com negociações mais competitivas em ativos bem localizados e especificações técnicas superiores.

Em síntese, a queda de 2,3 pontos percentuais na vacância indica avanço da ocupação em segmentos qualificados, com destaque para a Avenida Paulista e a Marginal Pinheiros. A capital mantém vantagem em infraestrutura e diversidade de lajes, fatores que devem seguir orientando decisões de locação e consolidando o ciclo de recuperação dos escritórios premium.

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