O fundo imobiliário TGAR11 reportou resultado líquido de R$ 33,2 milhões em fevereiro, sustentado pela retomada das vendas no segmento de incorporação e por receitas de equity robustas. A distribuição foi de R$ 0,72 por cota, equivalente a dividend yield mensal de 0,90%, alinhada à estratégia de manutenção de proventos consistentes para o cotista. A gestão reforçou que a recuperação operacional reflete ajustes recentes na governança comercial e no posicionamento de mercado.
As receitas de equity atingiram R$ 35,7 milhões e responderam pela maior parcela do resultado do período. Esse desempenho decorreu sobretudo do avanço na velocidade de vendas e da maturação de projetos em andamento, fatores que reforçam o pipeline do TGAR11 e ampliam a previsibilidade de fluxos. A priorização de margens e a disciplina na alocação de capital seguem como diretrizes.
Desempenho da incorporação
No segmento de incorporação, foram vendidas 79 unidades em fevereiro, somando R$ 30,16 milhões em VGV — o melhor resultado dos últimos 17 meses. O projeto Jardim Roma liderou com 28 vendas. A administração credita a melhora à troca de coordenação comercial e à adoção de campanhas de marketing mais robustas, replicadas em outros empreendimentos. Esse ganho de tração sustenta a perspectiva de continuidade na geração de caixa do TGAR11.
Nos demais segmentos, o urbanismo registrou 282 unidades comercializadas, totalizando VGV de R$ 34,84 milhões. Já a multipropriedade somou R$ 16,41 milhões em vendas. Esses vetores, combinados, diversificam a origem de resultados e reduzem a volatilidade operacional. Como efeito adicional, a carteira amplia sua resiliência geográfica e por tipologia, com foco em prazos e riscos compatíveis ao mandato.
Reciclagem disciplinada de capital
A gestão ativa do TGAR11 seguiu firme, com desinvestimentos de R$ 20,85 milhões em fevereiro. Houve a venda total dos CRIs Horizonte Park e Tocantins e a alienação parcial do CRI Visconde. O número de ativos foi ajustado para 174, evidenciando a reciclagem disciplinada de capital e a busca por maior eficiência de portfólio. Essa atuação permite capturar ganhos táticos sem perder a ancoragem em fundamentos.
Historicamente, o fundo distribuiu R$ 11,43 por cota nos últimos 12 meses, resultando em dividend yield de 14,01%. Mantém ainda reserva não distribuída de R$ 0,13 por cota, oferecendo colchão para suavização de proventos. O patrimônio líquido encerrou fevereiro em R$ 2,6 bilhões, com 147,8 mil cotistas, e a gestão projeta distribuição entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota no primeiro semestre de 2026, reforçando o guidance do TGAR11.