O SNEL11 ampliou de forma consistente sua base de investidores nos últimos três meses, avançando de aproximadamente 65 mil para mais de 90 mil cotistas. Esse salto, com 25 mil novos participantes em 2024, reflete maior reconhecimento do fundo e a consolidação de sua estratégia em energia solar distribuída. Além do crescimento, a elevação de liquidez reforça a atratividade do produto para o investidor pessoa física e institucional.
Em fevereiro, as negociações somaram cerca de R$ 70 milhões, com média diária próxima a R$ 4 milhões, patamar que sustenta spreads mais eficientes e melhor formação de preço. Segundo Guilherme Barbieri, head de infraestrutura da Suno Asset, a liquidez é central para o interesse do mercado: “O produto é muito líquido e permite uma boa possibilidade tanto para quem quer entrar quanto para quem quer sair”, destacou o executivo.
O fundo preservou a distribuição de R$ 0,10 por cota no período, traduzindo um dividend yield anualizado próximo de 14,9%. Esse desempenho é sustentado por receitas recorrentes, contratos de longo prazo e o avanço na maturação dos ativos da carteira, que têm apresentado ramp-up operacional consistente.
A gestão projeta manter esse patamar, entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota nos próximos meses, à medida que novos projetos entrem em operação e ampliem a geração de caixa. Essa previsibilidade de proventos, aliada ao perfil defensivo dos contratos, tem sido um diferencial competitivo do SNEL11 no mercado de geração distribuída.
Entre os destaques operacionais, a UFV Petrolina passou por reestruturação com substituição de locatários e adoção do modelo “take or pay”, o que reduz riscos de demanda e aumenta a previsibilidade de receitas. Com os novos contratos e a normalização do ativo, espera-se incremento progressivo de receita a partir de 2026.
O fundo ainda tem valores a receber do contrato anterior, com pagamento previsto nos próximos meses, o que tende a reforçar o caixa no curto prazo. O ganho de escala e o aumento da base de cotistas modificaram o posicionamento competitivo do veículo, permitindo acesso a ativos maiores e negociações diretas com grupos relevantes do setor.
Conforme ressaltou a gestão, com patrimônio próximo de R$ 1 bilhão, o SNEL11 amplia sua capacidade de originar operações mais robustas, capturar sinergias e sustentar a trajetória de crescimento. Esse novo patamar deve consolidar o fundo entre as principais referências em energia solar distribuída no país.