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Azul reverte lucro e tem prejuízo milionário no 4T25; veja resultados

Azul reverte lucro e tem prejuízo milionário no 4T25; veja resultados
Foto: Suno/Banco

A companhia aérea Azul (AZUL53) reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 425,5 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 62,4 milhões do mesmo período de 2024. Sem ajustes, a perda foi de R$ 1,6 bilhão entre outubro e dezembro, menor que os R$ 3,9 bilhões negativos do 4T24. No acumulado de 2025, o prejuízo somou R$ 4,2 bilhões, ampliando as perdas de R$ 995 milhões registradas em 2024. Esses números contextualizam os resultados da Azul em um ano de forte reorganização financeira e operacional.

No desempenho operacional, o EBITDA atingiu R$ 2,14 bilhões no 4T25, avanço de 9,6% na base anual, com margem de 36,9% — recorde histórico. O resultado operacional também foi o maior da série, alcançando R$ 1,42 bilhão, alta de 14,7% frente ao 4T24, com margem de 24,5%. Esses indicadores mostram resiliência da operação mesmo diante do ambiente macro e de custos pressionados por combustível e câmbio, reforçando os resultados da Azul após a reestruturação.

Segundo o CEO John Rodgerson, a performance reflete a conclusão do processo de reestruturação financeira. “Encerramos 2025 com mais um ano de sólido desempenho financeiro e operacional, com diversos recordes históricos”, afirmou. O processo foi finalizado em menos de nove meses, com apoio de credores e parceiros, e contribuiu para alavancagem mais equilibrada e estrutura de capital mais eficiente, pontos centrais nos resultados da Azul.

Entre os benefícios, a reorganização reduziu cerca de R$ 6,7 bilhões em empréstimos e financiamentos e mais de R$ 9,8 bilhões em passivos de arrendamento em comparação com 2024. Os pagamentos anuais de juros caíram 50%, enquanto as despesas recorrentes de arrendamento diminuíram 30%, aliviando o fluxo de caixa operacional e abrindo espaço para investimento disciplinado.

Para reforçar a liquidez, a companhia emitiu US$ 1,375 bilhão em Senior Notes, operação que teve demanda sete vezes superior à oferta, e captou US$ 850 milhões via emissões de ações. Esses movimentos alongaram prazos, reduziram custo médio da dívida e aumentaram a flexibilidade financeira, fatores relevantes para sustentar eficiência operacional e crescimento seletivo.

Com margens recordes e estrutura de capital otimizada, a empresa encerra o ano com fundamentos mais robustos, apesar do prejuízo líquido. A expectativa é de continuidade na melhora operacional, com disciplina em custos, gestão de frota e captura de demanda, elementos que sustentam os resultados da Azul e a trajetória de recuperação.

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