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Renováveis puxam 89% da nova capacidade elétrica; veja dados atualizados

Renováveis puxam 89% da nova capacidade elétrica; veja dados atualizados
Imagem gerada por IA

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que as fontes renováveis responderam por 89% da nova capacidade elétrica adicionada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2025. No período, o Brasil incorporou 704 MW, elevando o parque para 259,5 GW, avanço de 6% ante 2024. O movimento reforça a transição energética e consolida o país entre os líderes globais em geração limpa.

A composição da matriz elétrica segue diversificada e resiliente. A geração hidrelétrica mantém a liderança com 42,5% da capacidade instalada, apoiando a estabilidade do sistema. As térmicas somam 19,7%, essenciais para a segurança energética em momentos de escassez hídrica. Já a micro e minigeração distribuída (16,8%) cresce de forma acelerada, impulsionada por modelos de locação e compensação de créditos.

Na ponta das tecnologias emergentes, a energia eólica representa 13,3% da matriz, consolidando parques em regiões de alto fator de capacidade. Ao mesmo tempo, a solar centralizada alcança 7,7%, ampliando sua competitividade via leilões e contratos bilaterais. Essa diversidade reduz riscos e melhora a previsibilidade de oferta ao longo do ano.

Por que o SNEL11 tende a capturar valor nesse cenário? O avanço das fontes renováveis cria demanda por ativos estáveis e contratos de longo prazo. Em janeiro, o fundo investiu R$ 436 milhões na compra de 20 usinas fotovoltaicas em oito estados, totalizando 87,5 MWp. Tal escala possibilita eficiência operacional e diluição de custos, fortalecendo o fluxo de caixa.

Como está o mercado livre? Em março, o segmento atingiu 44,8% da demanda nacional, somando 21.887 GWh, alta de 2,4% na base anual. O número de consumidores cresceu 23,6%, com destaque para o Norte, que teve aumento de 12,5% no consumo e 37,4% em novos entrantes. A expansão abre espaço para contratos sob medida e melhor gestão de risco.

A migração para o mercado livre favorece contratos de longo prazo, modelo alinhado ao SNEL11. A perspectiva de abertura total intensificará a concorrência e ampliará oportunidades para geradores independentes de energia limpa, reforçando o papel das fontes renováveis como vetor de competitividade, inovação e segurança energética para o país.

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