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HFOF11 fecha junho com R$ 12,6 milhões e retorno de 22,2% no mercado

Gráfico em linhas

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário HFOF11 encerrou junho com resultado de R$ 12,614 milhões, em linha com o mês anterior. As receitas totalizaram R$ 13,749 milhões, enquanto as despesas chegaram a R$ 801 mil no período. A distribuição da competência foi de R$ 0,060 por cota, com pagamento previsto para 14 de julho de 2026 aos cotistas posicionados em 30 de junho.

Considerando o fechamento de R$ 6,55 no fim de junho, os rendimentos do HFOF11 equivalem a um dividend yield mensal de aproximadamente 0,91%. A gestora manteve a estabilidade operacional no mês, preservando o nível de resultado e de distribuição.

Rendimentos do HFOF11 e resultado de junho

O resultado mensal consolidado somou R$ 12,614 milhões, repetindo o desempenho do mês anterior. A receita de R$ 13,749 milhões e a despesa de R$ 801 mil sustentaram a distribuição de R$ 0,060 por cota, já com data de pagamento em 14 de julho de 2026 para quem detinha cotas em 30 de junho.

Com a cotação de R$ 6,55 ao fim do mês, o yield mensal ficou próximo de 0,91%. A dinâmica reflete a manutenção do patamar de receitas e a disciplina de despesas no período.

Programa de recompra e impacto no FFO

Desde o início do programa, o fundo adquiriu e cancelou 11,523 milhões de cotas com desconto médio de 16,8% frente ao valor patrimonial. Foram aplicados R$ 74,4 milhões para cancelar cotas cujo valor patrimonial somava R$ 89,4 milhões, gerando ganho de 20,2% sobre o capital empregado.

Em junho, as recompras somaram R$ 4,85 milhões, a um desconto médio de 16,42% em relação ao valor patrimonial. O movimento possibilitou o cancelamento de papéis que somavam R$ 5,80 milhões em valor patrimonial, equivalente a um ganho de 19,6% sobre o montante investido.

O efeito das recompras apareceu no FFO por cota, que avançou para R$ 0,0588 no segundo trimestre de 2026, ante R$ 0,0575 no mesmo período de 2025. O resultado acumulado por cota, que era de R$ 0,0699, subiu para R$ 0,0735 apenas pelo impacto das recompras e encerrou o semestre em R$ 0,0866 por cota ao considerar as demais movimentações da carteira.

Movimentação da carteira e posições do HFOF11

No mês, o fundo movimentou R$ 13,6 milhões, sendo R$ 5,8 milhões em compras — com destaque para a conclusão do programa de recompra — e R$ 7,8 milhões em vendas. Em 12 meses, o giro entre compras e vendas atingiu R$ 371,4 milhões, equivalente a 22,1% do patrimônio líquido.

A carteira está alocada majoritariamente em fundos imobiliários (97,7%), com 2,3% em renda fixa. Por estratégia, 57% do portfólio visa geração de renda, 24% busca ganho de capital e 19% combina ambas as abordagens. As cinco maiores posições são HLOG11 (14,5% do patrimônio líquido), HGBS11 (12,9%), HREC11 (10,2%), TVRI11 (9,9%) e HAAA11 (9,4%).

Desempenho no secundário e cenário de emissões

No mercado secundário, o fundo registrou retorno de 22,2% no período analisado, frente a 9,3% do IFIX e 9,8% do conjunto de FOFs e hedge funds que integram o índice. O resultado reflete a combinação entre a política de recompras, a seleção de ativos e a gestão ativa do portfólio.

No mercado primário, o volume captado em 2026 alcançou R$ 35,7 bilhões, dos quais R$ 21,2 bilhões correspondem a novos recursos. Por segmento, as captações se distribuíram entre CRI (45%), logístico (18%), outros (11%), corporativo (10%), desenvolvimento (9%), shopping (5%) e FOF (2%).

O pipeline de ofertas em junho soma R$ 29,5 bilhões, com participação de outros (29%), CRI (27%), logístico (11%), renda urbana (10%), FOF (9%), shopping (7%) e desenvolvimento (6%). A gestão destacou que esses números consideram impactos de processos de consolidação de fundos e eventuais duplas contagens, estimando que os novos recursos efetivos se aproximam de R$ 21,2 bilhões.

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