A gestão do RECR11 reportou lucro em regime de caixa de R$ 27,329 milhões em março de 2024, o melhor desempenho dos últimos dez meses. O resultado foi impulsionado por receitas de R$ 30,155 milhões provenientes de operações com CRIs e de aplicações em fundos imobiliários. Com base nessa performance, o fundo distribuiu R$ 1,0335 por cota aos investidores, reforçando sua consistência operacional e seu foco em créditos imobiliários.
Com a cotação de fechamento de R$ 80,76, os rendimentos do RECR11 corresponderam a um dividend yield mensal de 1,28%, equivalente a 15,36% anualizados, isentos de Imposto de Renda. Esse retorno representou 136% do CDI líquido no período, evidenciando a atratividade do perfil de renda do portfólio. A dinâmica de marcação a mercado e a adimplência dos lastros também contribuíram para a estabilidade do resultado.
Nos últimos 12 meses, o fundo imobiliário RECR11 pagou R$ 10,92 por cota. Desde a oferta pública de dezembro de 2017, o veículo entregou retorno total de 158,3% sobre a cota inicial de R$ 100, superando o CDI líquido de 87,1% no mesmo intervalo. Essa trajetória reforça a tese de geração de caixa por meio de crédito imobiliário estruturado e diversificado.
Observando a alocação, o FII RECR11 encerrou março com 94% do patrimônio em ativos-alvo, distribuídos em 98 operações de CRIs e 6 posições em FIIs. A diversificação por setores, emissores e indexadores segue como pilar de gestão de risco, mitigando a concentração e preservando o fluxo de rendimentos.
Novas aquisições incluíram CRI Matarazzo Retail IV (R$ 6,77 milhões a CDI + 4,95% a.a.), CRI Ativos Residenciais Diversificados (R$ 14 milhões a CDI + 3,00% a.a.), CRI Pulverizado Lançamentos Residenciais (R$ 2,7 milhões a IPCA + 10,50% a.a.) e FII EIRA11 (R$ 10 milhões). Entre as movimentações, o fundo RECR11 também desinvestiu do CRI Fasano Salvador (R$ 10,99 milhões) e realizou vendas menores em CRIs Crediblue, Buriti, Vitacon, T-Cash, VIC 5 e MRV.
Em síntese, o RECR11 combinou forte geração de caixa, distribuição recorrente e gestão ativa da carteira. O desempenho acima do CDI líquido, aliado à isenção fiscal para pessoa física, sustenta a atratividade do fundo para investidores em busca de renda e diversificação no mercado imobiliário.