Em novo relatório gerencial, o fundo imobiliário RECR11 encerrou o mês com lucro líquido de R$ 41,515 milhões pelo regime de competência. Pelo regime de caixa, o resultado de julho foi de R$ 29,054 milhões, ante R$ 28,448 milhões no mês anterior.
As receitas com CRIs e FIIs somaram R$ 33,068 milhões, enquanto a marcação a mercado gerou efeito positivo de R$ 12,668 milhões no período.
O fundo anunciou a distribuição de R$ 1,0987 por cota, referente aos resultados de julho, totalizando aproximadamente R$ 29,051 milhões em rendimentos. O valor superou os R$ 1,0759 por cota pagos no mês anterior. O dividend yield mensal foi de 1,373% (16,48% ao ano), correspondente a 146% do CDI líquido do tributo.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho, a distribuição somou R$ 10,8883 por cota. Segundo o relatório, o fundo deve distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos resultados apurados pelo regime de caixa, considerando os balanços semestrais.
RECR11 atualiza carteira e alocação de julho de 2026
Conforme as informações de julho de 2026, o fundo encerrou o período com 94% dos recursos alocados, distribuídos em 93 operações de CRIs e cinco posições em cotas de FIIs. A estratégia permanece voltada à gestão ativa de ativos de renda fixa imobiliária, com predominância de CRIs.
Os CRIs representavam cerca de 91% dos ativos ao fim de julho. Na distribuição por indexadores, 54% da carteira de CRIs estava vinculada ao IPCA, outros 28% ao IPCA sem aplicação de variação negativa e 16% ao CDI.
Entre as movimentações do mês, houve a aquisição de novas cotas da segunda série do CRI Matarazzo Retail, emitido pela Opea Securitizadora. O investimento somou R$ 23,346 milhões, com taxa de aquisição de IPCA + 9,50% ao ano.
Vendas e perfil de risco da carteira
Em julho, o fundo alienou posições em dez operações, entre elas os CRIs Villagio Jardins, FIT VIC, Pulverizado Lançamentos Residenciais, Ativos Residenciais Diversificados, FIT Realiza, Matarazzo Suítes 4, MRV, VGRI Mezanino, VIC 5 e Vicorp.
A carteira seguia majoritariamente exposta a risco corporativo, com 73%, enquanto 27% correspondia a risco pulverizado. Incorporação era o maior segmento entre devedores e cedentes, com 32%, seguida por loteamentos, hotéis e investimentos imobiliários.
Geograficamente, os CRIs possuíam garantias distribuídas por 14 estados brasileiros, com maior concentração em São Paulo. As operações haviam sido emitidas por nove securitizadoras, com destaque para Opea, Habitasec, Riza e Província.
Além dos CRIs, o fundo mantinha posições em FIIs e exposição direta ao Morumbi Plaza, imóvel comercial localizado na Avenida Dr. Chucri Zaidan, em São Paulo.