A Petrobras (PETR4) fechou acordo para adquirir participação no campo de Argonauta, na Bacia de Campos, elevando seu controle na jazida compartilhada de Jubarte para 98,11%. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27) e reforça a estratégia da estatal de concentrar capital em ativos de maior retorno, com foco em simplificação operacional e captura de sinergias.
A transação envolve a compra de 0,86% do ring-fence de Argonauta, reduzindo complexidades contratuais e encerrando tratativas de equalização entre os antigos parceiros Shell, ONGC e Brava. Com isso, a Petrobras passa a deter quase a totalidade do ativo, restando 1,89% sob gestão da PPSA em nome da União, o que tende a acelerar decisões e otimizar o planejamento de longo prazo.
O valor total do investimento soma R$ 700 milhões e US$ 150 milhões, pagos em três parcelas. No fechamento, serão desembolsados R$ 100 milhões; em janeiro de 2027, mais R$ 600 milhões; e, dois anos após a conclusão, US$ 150 milhões adicionais. As cifras podem sofrer ajustes conforme condições contratuais e métricas de desempenho. Essa estrutura de pagamento escalonada preserva caixa e dilui riscos.
A jazida de Jubarte integra o Parque das Baleias, principal polo produtivo da companhia na Bacia de Campos. A região produz cerca de 210 mil barris por dia, por meio das plataformas P-57, P-58, FPSO Cidade de Anchieta e FPSO Maria Quitéria. Esse parque aproveita infraestrutura existente, reduzindo custos unitários e elevando a taxa interna de retorno dos projetos.
A operação ainda depende de aprovações regulatórias da ANP e do Cade. Segundo a empresa, o negócio oferece “condições econômico-financeiras atrativas”, além de simplificar a gestão do ativo e fortalecer a disciplina de capital. A decisão se alinha ao plano estratégico da estatal de maximizar valor a partir de portfólio com margens superiores.
Com o controle ampliado, a Petrobras tende a acelerar intervenções, otimizar cronogramas e capturar ganhos de eficiência no Parque das Baleias. A consolidação do ativo também facilita a priorização de projetos, a padronização tecnológica e a alocação de recursos nas frentes com maior geração de caixa.