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UBS turbina ações e Micron entra no clube “trilionário”; entenda

UBS turbina ações e Micron entra no clube “trilionário”; entenda
Foto: Suno/Banco

A fabricante de semicondutores Micron Technology (MU) ultrapassou US$ 1 trilhão em valor de mercado nesta terça-feira (26), entrando para o seleto clube das companhias trilionárias. O salto ocorreu após uma revisão agressivamente positiva do UBS, que acendeu o apetite dos investidores e impulsionou as negociações ao longo do dia. O movimento consolida a empresa no centro do ciclo virtuoso da IA, com demanda aquecida por memória de alto desempenho.

O impulso veio quando o banco suíço elevou o preço-alvo da ação de US$ 535 para US$ 1.625, a projeção mais alta entre 46 casas que cobrem o papel, segundo a LSEG. Às 12h07, os papéis avançavam 17,08%, negociados a US$ 870,81. A leitura do mercado é que a Micron Technology deve capturar margens superiores com produtos premium, como HBM e DDR5, em plena aceleração de investimentos em data centers.

O rali encontra respaldo no boom da IA generativa, que exige grande largura de banda e baixa latência, elevando o consumo de DRAM e NAND. Nessa frente, a empresa é vista como fornecedora-chave para provedores de nuvem e fabricantes de aceleradores. A percepção de escassez cíclica em memórias de ponta e a disciplina de oferta contribuem para a reprecificação dos múltiplos.

Entre as referências do setor, a Nvidia lidera a cadeia de valor com plataformas de IA, enquanto a TSMC e a Broadcom fortalecem o ecossistema de chips avançados. Nesse contexto, a Micron Technology desponta como elo crítico do armazenamento e da memória, habilitando workloads de treinamento e inferência em escala.

O panorama global das empresas trilionárias segue em expansão. Segundo o Investing Pro (6/mai/2026), Nvidia encabeça com US$ 4,77 trilhões, seguida por Alphabet (US$ 4,68 tri) e Apple (US$ 4,17 tri). Microsoft, Amazon, Broadcom e TSMC completam a lista das gigantes mais valiosas do mundo.

A Samsung Electronics também superou recentemente US$ 1 trilhão, tornando-se a segunda asiática nesse patamar, atrás apenas da TSMC. Para investidores, o novo status da Micron Technology reforça a tese de ciclo prolongado em semicondutores, ancorado por IA, nuvem e computação de alto desempenho.

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