O Ibovespa avança 1,36% nesta segunda-feira (16), aos 180.075,24 pontos por volta de 17h, em movimento de recuperação após duas sessões negativas. Na máxima do dia, o índice tocou 181 mil pontos, sinalizando apetite por risco em meio a alívio nos mercados externos. A melhora ocorre em linha com o desempenho das bolsas americanas, que corrigem parte das perdas recentes.
A retomada no exterior puxa o humor local: a Nasdaq sobe 1,43% e o S&P 500 avançava 1,18% às 12h30 (horário de Brasília). Esse movimento contribui para a recomposição de posições em ativos de risco e favorece setores cíclicos na B3. Entre as blue chips, o fluxo comprador ajuda a sustentar o rali intradiário do Ibovespa.
Na semana passada, o Ibov acumulou queda de 0,95%, cravando a terceira semana seguida de variação negativa. O desempenho refletiu cautela com cenário global e realização de lucros após altas anteriores. Agora, investidores avaliam se o impulso atual tem fôlego para reverter a sequência de perdas e reconquistar níveis técnicos relevantes.
Mais cedo, a PETR4 era a ação mais negociada do dia, com alta de 2,22%, a R$ 45,66 às 12h30. O movimento acompanha a elevação do petróleo no mercado internacional, que sustenta a tese de geração de caixa robusta para a petroleira. O desempenho de PETR4 também contribui para a rotação setorial na B3, favorecendo commodities.
EMBR3 liderava os ganhos, subindo 5,2% e cotada a R$ 77,70. Relatório do Itaú BBA apontou que a correção recente foi excessiva, abrindo oportunidade de entrada, já que os papéis negociam abaixo do valor justo. A leitura positiva do sell side reforça o ímpeto comprador e apoia a recuperação do setor aeronáutico.
O dólar recua 1,02% frente ao real, a R$ 5,26 às 12h40, após ter disparado 1,37% na sexta-feira (13), quando acumulou alta semanal de 1,43%. O movimento local é respaldado pela queda do DXY, que cede 0,42% no mesmo horário, indicando enfraquecimento global da moeda americana e alívio para emergentes.
Perspectivas de curto prazo para o Ibovespa incluem acompanhamento do fluxo externo, dinâmica das commodities e dados macro nos EUA. A manutenção do apetite por risco e o recuo do câmbio podem sustentar a recuperação, enquanto novas surpresas de inflação e juros permanecem no radar.