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HGRU11 avança 12,79% em março e distribui R$ 0,95 por cota

HGRU11 avança 12,79% em março e distribui R$ 0,95 por cota
Foto: Suno/Banco

O HGRU11 registrou receita líquida de R$ 19,653 milhões em março de 2024, avanço de 12,79% frente a fevereiro (R$ 17,423 milhões). No mês, o fundo somou R$ 26,067 milhões em receitas e R$ 6,414 milhões em despesas, sustentando um resultado operacional robusto e recorrente. A gestão destacou que a performance mensal permaneceu em linha com o guidance operacional e com a dinâmica de contratos atípicos e atrelados à inflação.

Em 15 de abril, o fundo distribuiu R$ 0,95 por cota, compatível com o nível de geração de caixa observado. A diretoria apontou dois efeitos não recorrentes que pressionaram o resultado do mês: o ajuste na data de repasse do excedente de CRIs e a venda de cotas do GARE11, que, em conjunto, representaram impacto negativo de R$ 0,06 por cota. Ainda assim, a política de proventos segue orientada à estabilidade.

A estratégia de reciclagem busca otimizar o custo de capital, trocando posições de maior custo por liquidez imediata, com baixo impacto global no portfólio. Essa alocação tática reforça a resiliência de fluxos e preserva a diversificação. A gestão também reportou atualização contratual envolvendo 30.340 m² de ABL, reforçando prazos e condições comerciais favoráveis.

A vacância física do portfólio permaneceu em 0,8%, nível considerado competitivo no segmento de imóveis operacionais e de varejo. Não houve mudanças relevantes no quadro de locatários, sinalizando estabilidade dos contratos e baixa rotatividade. Esse patamar de ocupação contribui diretamente para a previsibilidade de receitas.

Estruturalmente, o HGRU11 opera com alavancagem de 5,6%, classificada como saudável para sustentar crescimento orgânico e novas aquisições seletivas. O passivo imobiliário totaliza R$ 301 milhões, dos quais R$ 59 milhões vencem em 12 meses, cenário administrável ante o fluxo de caixa e a qualidade das garantias.

Para o curto prazo, a gestão dispõe de recursos em CRIs, renda fixa e participação em outros FIIs, o que dá flexibilidade para honrar obrigações e capturar oportunidades. A projeção é de desalavancagem gradual para 5,0% até 2027, acompanhando a maturação dos contratos e a reciclagem ativa de portfólio, mantendo a disciplina de risco.

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