O fundo imobiliário HGBS11 distribuirá R$ 0,17 por cota referentes à competência de junho de 2026, mantendo o mesmo valor pago desde março. O montante permanece estável no período, segundo comunicado do fundo.
Terá direito ao repasse quem estiver posicionado até o fim do pregão de 30 de junho, data-base da distribuição. O pagamento está agendado para 14 de julho, conforme cronograma divulgado.
Considerando a cotação de R$ 19,50 no último dia útil de junho, o rendimento corresponde a cerca de 0,87% ao mês. O provento é isento de Imposto de Renda para pessoa física enquadrada na legislação, prática usual nos fundos imobiliários.
Distribuição de junho do HGBS11 e calendário
O último resultado informado foi o de maio, que totalizou R$ 0,203 por cota. Na ocasião, foram distribuídos R$ 0,17 por cota sobre as 144.355.726 cotas do fundo, mantendo a política recente de repasses.
O lucro mensal de maio incluiu R$ 0,083 por cota provenientes da venda de parte do I Fashion Outlet Novo Hamburgo. Esse efeito ajudou a compor o resultado do período, sem alterar o patamar de distribuição mensal.
A transação envolvendo o outlet foi concluída em 19 de maio de 2026, quando o fundo vendeu 18,375% do I Fashion Outlet Novo Hamburgo por R$ 63.400.161,28, em cinco parcelas. O negócio foi fechado a cap rate de 7,7% e por preço 29,4% acima do último laudo do ativo.
A operação gerou lucro não recorrente de aproximadamente R$ 47.979.994,98, ou R$ 0,33 por cota, já considerado o total de cotas após a 11ª emissão. O ganho decorre da diferença entre o valor de venda e o laudo de avaliação.
Em 31 de março de 2026, o fundo comunicou a assinatura de um MOU para alienar 19% do Shopping Jardim Sul por R$ 128.000.000,00. A proposta também considera cap rate de 7,7% e valor 16,9% acima do laudo mais recente do empreendimento.
O pagamento desse negócio foi estruturado em quatro parcelas: 60% no fechamento, 20% em 12 meses e os 20% finais em 18 meses. As condições seguem o cronograma previamente anunciado ao mercado.
Indicadores operacionais e composição da carteira
Nos indicadores operacionais, as vendas dos shoppings em abril somaram R$ 1.271 por metro quadrado, queda de 0,8% frente a abril de 2025. No acumulado do ano, há avanço de 3,2% na comparação anual, que sobe a 4,6% com a exclusão do Floripa Shopping da base.
A vacância ficou em 4,8% da ABL ao fim de abril, ligeiramente acima dos 4,7% de março de 2026 e do mesmo mês de 2025. O NOI por metro quadrado atingiu 85,1 reais, alta de 13,3% em 12 meses e de 7,4% no acumulado de 2026.
A carteira do fundo reúne participação em 19 shopping centers, distribuídos por 14 cidades e cinco estados. Desses, 14 são detidos diretamente, quatro via cotas de outros FIIs, entre HPDP11, PQDP11, FVPQ11, FLRP11 e ABCP11, e um em estrutura mista, direta e via WPLZ11.
Os shoppings representam 96,6% do portfólio. Em sete empreendimentos, o fundo detém participação majoritária, equivalente a 48% do valor investido em ativos estratégicos. Com 194.805 cotistas e ABL própria de 271,2 mil metros quadrados, o fundo segue entre os maiores do segmento de shoppings na bolsa.
