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Fed eleva juros dos EUA e mira inflação pós-guerra

Fed eleva juros dos EUA e mira inflação pós-guerra
Imagem gerada por IA

Os Estados Unidos elevaram os juros básicos da economia nesta quarta-feira (16), em uma decisão que marca o primeiro aumento em mais de três anos. O movimento parte do Fed (Federal Reserve, banco central americano) e abre uma nova frente no combate à inflação, que ganhou força desde o início do ano por causa da guerra entre Estados Unidos e Irã.

A alta aprovada foi de um quarto de ponto percentual, o que elevou a taxa básica de juros para o intervalo entre 3,75% e 4%. Com isso, o Fed desfez um dos três cortes que havia promovido ao longo do ano anterior, retomando o ciclo de aperto monetário.

Em nota divulgada após a reunião, o Fed afirmou que a medida adotada nesta quarta deve contribuir para uma volta mais rápida da inflação à meta de 2%. As projeções mais recentes da instituição também apontam para mais um aumento de juros até o fim do ano, o que sinaliza que o aperto monetário pode continuar caso os dados de inflação não mostrem a melhora esperada.

Decisão do Fed inaugura primeiro movimento sob Warsh

A decisão desta quarta representa o primeiro movimento de peso sobre os juros americanos sob a gestão de Kevin Warsh. O dirigente tem reiterado a atuação independente do Federal Reserve e a prioridade no cumprimento do mandato de estabilidade de preços e pleno emprego.

O aumento pode gerar atrito com o presidente norte-americano Donald Trump, que indicou Warsh ao cargo após pressionar reiteradamente o banco central por cortes na taxa. A escolha por elevar a taxa básica reforça a avaliação de que a inflação demanda resposta firme, mesmo com potenciais custos de curto prazo para a atividade.

Com a taxa no intervalo de 3,75% a 4%, o Fed busca ancorar expectativas e reduzir a inércia inflacionária, enquanto monitora transmissão via crédito, condições financeiras e salários. A coleta de dados de agosto, a ser divulgada neste mês, e as estimativas do Fed de Cleveland serão insumos centrais para calibrar os próximos passos.

A combinação de guerra no Irã, custos fiscais adicionais e incertezas ligadas à inteligência artificial compõe o pano de fundo da decisão. O comitê indicou que novas ações dependerão do comportamento da inflação e de sinais do mercado de trabalho, mantendo a comunicação orientada pela meta de 2%.

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