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Privatização sustenta otimismo com Copasa após 1T26 fraco

Privatização sustenta otimismo com Copasa após 1T26 fraco
Imagem gerada por IA

A Copasa (CSMG3) divulgou o balanço do 1º trimestre de 2026 com alguns indicadores abaixo do esperado pelo mercado, pressionando as ações. Por volta das 15h desta segunda-feira (1), os papéis recuavam 1,93%, cotados a R$ 53,42. Apesar do desempenho tímido, casas de análise mantêm visão construtiva, ancorada no avanço do processo de privatização e em potenciais ganhos de eficiência operacional.

O Itaú BBA reforçou a recomendação de compra, avaliando o resultado como neutro e destacando a privatização da Copasa como principal vetor de valor. Para o banco, a conclusão da modelagem e a inclusão de contratos de esgoto em acordos antigos — antes restritos ao serviço de água — podem destravar receitas e margens nos próximos trimestres.

Entre os marcos citados, estão a finalização da estrutura do projeto e a adequação regulatória para abarcar serviços de esgotamento sanitário. Esse movimento tende a fortalecer a previsibilidade de caixa e a atratividade para investidores estratégicos. O banco também nota que a percepção de risco pode melhorar à medida que o cronograma avance sem contratempos relevantes.

O Itaú BBA projeta a conclusão do processo até o fim do 2º trimestre de 2026. Segundo os analistas, “esperamos que, até o fim do 2T26, a companhia conclua com sucesso seu processo de privatização”. Caso o prazo seja cumprido, a leitura é de um catalisador imediato para as ações, reduzindo descontos de governança e elevando a confiança na execução.

No 1T26, o lucro líquido ajustado foi de R$ 368 milhões, superando em 26% as estimativas do banco, enquanto o EBITDA somou R$ 787 milhões e a receita líquida ficou em R$ 1,9 bilhão. Embora o EBITDA tenha ficado 2% abaixo do projetado e a receita tenha vindo em linha, a CSMG3 manteve fundamentos operacionais considerados sólidos.

Diante desse quadro, o Itaú BBA reiterou a recomendação outperform e o preço-alvo de R$ 55,90 para o papel. A expectativa é de que a redução de incertezas regulatórias, aliada ao avanço da privatização da Copasa, sustente a reprecificação dos ativos ao longo de 2026, mesmo após um trimestre de execução mista.

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