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CACR11 salta 22% e tenta reverter tombo recente

CACR11 salta 22% e tenta reverter tombo recente
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário CACR11 teve um pregão de forte recuperação nesta segunda-feira (11), saltando 22,32% e fechando a R$ 40,00. O avanço veio após uma semana de intensa volatilidade, na qual o FII acumulou queda de 59,79%. No intraday, as cotas variaram entre R$ 31,70 na mínima e R$ 40,67 na máxima, refletindo a sensibilidade do mercado às últimas notícias.

O rali de hoje representa apenas parte da recomposição das perdas recentes. Ainda há um caminho para que o fundo imobiliário retorne aos patamares anteriores ao choque de novembro. Investidores seguem atentos às comunicações da gestora e ao andamento dos projetos financiados, fatores que podem influenciar a trajetória de preços no curto prazo.

Motivada pela suspensão dos dividendos de abril, a pressão vendedora sobre o fundo imobiliário CACR11 ganhou força após a decisão da Cartesia. O episódio mais agudo ocorreu em 4 de novembro, quando as cotas desabaram de R$ 81,33 para R$ 47,01, um tombo de 42,2% em apenas um pregão. A medida acendeu alertas sobre liquidez e reforço de caixa.

Na sequência, o movimento de ajuste prosseguiu ao longo da semana passada. Na terça-feira (5), o CACR11 caiu 11,51%; na quarta (6), recuou mais 9,01%; e na quinta (7), somou nova baixa de 9,46%. A sexta-feira (8) consolidou o viés de correção com queda de 4,58%, levando a cota a R$ 32,70 ao fim da semana, antes da reação observada nesta segunda.

A gestora Cartesia afirmou que a retenção de recursos visa preservar o caixa, garantir a continuidade das obras e proteger as garantias das operações. Segundo a administração, a estratégia busca atravessar um período de maior restrição financeira sem comprometer os projetos apoiados pelo fundo.

A expectativa é que as vendas previstas para os próximos meses reforcem o caixa e abram espaço para a retomada da distribuição de proventos. Caso o cronograma comercial seja executado, o fundo imobiliário pode restabelecer gradualmente a regularidade dos repasses, reduzindo a percepção de risco e sustentando a recuperação das cotas.

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