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Lucro do BRCO11 dobra em janeiro com impulso de Viracopos

Lucro do BRCO11 dobra em janeiro com impulso de Viracopos
Imagem gerada por IA

BRCO11 reportou lucro de R$ 26,517 milhões em janeiro de 2024, mais que o dobro dos R$ 11,607 milhões de dezembro. O avanço de 128,5% no resultado foi puxado por eventos extraordinários ligados ao ativo Bresco Viracopos, além de receitas recorrentes de locação. O mês marcou distribuição de dividendos robusta e reforço do caixa acumulado não distribuído.

As receitas do fundo imobiliário BRCO11 somaram R$ 30,313 milhões no período, enquanto as despesas atingiram R$ 3,796 milhões. O desempenho operacional refletiu a combinação de receitas imobiliárias e ganhos financeiros. A estrutura de custos foi impactada por vacância específica e despesas pontuais, mantendo, porém, margens confortáveis.

Antes da dissolução da SPE de Bresco Viracopos em 2 de janeiro, o fundo recebeu R$ 9,9 milhões em Juros sobre Capital Próprio, evento que elevou o resultado do mês. Além disso, ingressaram R$ 3,1 milhões provenientes das locações do imóvel, reforçando a linha de receita imobiliária.

Os gastos com propriedades concentraram-se na vacância dos ativos Bresco Embu e Bresco Canoas e no seguro do Bresco Resende. As despesas gerais incluíram a última parcela do rating da S&P e laudos de avaliação patrimonial. Houve também maior custo de juros atrelado ao financiamento das aquisições de Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho.

O fundo anunciou dividendos de R$ 0,87 por cota, com dividend yield anualizado de 8,7% ao preço de fechamento de janeiro. A distribuição correspondeu a 59,1% do lucro caixa do período, mantendo folga para o futuro. O BRCO11 preserva lucro caixa acumulado não distribuído de R$ 34,8 milhões, ou R$ 1,93 por cota, conferindo previsibilidade aos próximos pagamentos.

O portfólio conta com 14 ativos logísticos, totalizando 591 mil m² de ABL, com potencial de expansão de até 15%. A receita anual estabilizada supera R$ 213 milhões. A vacância física está em 7%, e os contratos têm prazo médio remanescente de 4,8 anos, sendo 36% contratos atípicos, o que tende a sustentar a resiliência operacional do BRCO11.

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