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Bradesco lucra R$ 6,8 bilhões no 1T26; confira os resultados da empresa

Bradesco lucra R$ 6,8 bilhões no 1T26; confira os resultados da empresa
Foto: Suno/Banco

O Bradesco (BBDC3; BBDC4) divulgou o balanço do 1º trimestre de 2026, trazendo números considerados consistentes por analistas, apesar da reação negativa do mercado. Por volta das 16h desta quinta-feira, as ações preferenciais recuavam 3,37%, negociadas a R$ 18,62, refletindo preocupações pontuais com qualidade de crédito e provisões.

Os destaques operacionais incluem lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões, alta de 16,1% na comparação anual, em linha com o consenso. O ROAE alcançou 15,8% e as receitas totais avançaram 14%, chegando a R$ 36,9 bilhões. A carteira de crédito expandida somou R$ 1,1 trilhão, enquanto a margem financeira líquida cresceu 8,3%, para R$ 10,3 bilhões. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou estável em 4,2%.

Apesar do avanço de resultados, investidores reagiram à elevação das provisões para devedores duvidosos e à deterioração de alguns indicadores de inadimplência. Há ainda questionamentos sobre a geração de capital no curto prazo, fatores que pesaram no humor e ajudaram a explicar a queda das cotações.

No acumulado de 2026, as ações do Bradesco sobem pouco mais de 2%, desempenho inferior ao Ibovespa, que avança acima de 14% no período. Em 12 meses, porém, os papéis acumulam alta superior a 37%, evidenciando recuperação após um ciclo de resultados pressionados.

O BB Investimentos avaliou os resultados do Bradesco como positivos, destacando a continuidade da reconstrução da rentabilidade, o crescimento consistente das receitas e ganhos operacionais em um ambiente macro desafiador. Para a casa, a trajetória de eficiência e o controle de custos sustentam o ciclo de melhora.

O BTG Pactual classificou o trimestre como forte, ressaltando que o banco foi o único grande incumbente com crescimento sequencial do lucro, superando as estimativas em 2% e marcando o nono trimestre seguido de expansão. Contudo, o BTG chamou atenção para as provisões, que somaram R$ 9,7 bilhões, alta de 10% no trimestre e 27% em 12 meses, acima do previsto, ponto que limita o entusiasmo no curto prazo para o Bradesco.

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