O fundo apurou resultado de R$ 17,5 milhões em agosto, equivalente a R$ 0,10 por cota, segundo o relatório gerencial divulgado pela gestão. A distribuição do mês foi mantida em R$ 0,09 por cota, alinhada ao guidance para o segundo semestre de 2026.
A administração decidiu manter a distribuição abaixo do resultado para linearizar pagamentos ao longo do semestre, diante de entradas extraordinárias previstas nos próximos meses. Com resultado de R$ 0,10 por cota e distribuição de R$ 0,09, o mês apresentou lucro superior ao montante pago, em linha com a diretriz informada.
A estratégia de linearização considera receitas de natureza não recorrente esperadas para o período, que podem concentrar resultados em determinados meses. Ao ajustar o nível de distribuição, a gestão busca preservar a previsibilidade dos pagamentos mensais ao cotista.
Eventos corporativos e locações
Entre os eventos que influenciaram o desempenho, houve o recebimento de R$ 5 milhões relacionados ao acordo firmado com o Santander. O valor decorre da desocupação do imóvel de Jundiaí, incluindo multa contratual e indenização; após a saída do banco, parte do ativo foi locada para a Geo Cosméticos.
A gestão também formalizou a rescisão de um contrato de locação com a Smoov, referente a uma área de 11,70 metros quadrados no empreendimento Pátio Maria Antônia. O espaço representava 0,04% da receita contratada e 0,004% da ABL do fundo, resultando em impacto considerado marginal.
Além disso, ingressaram parcelas de vendas de imóveis: R$ 4,99 milhões relativos ao ativo Haddock Lobo, R$ 1 milhão de Senador Queirós, R$ 150 mil de São Gonçalo Alcântara e R$ 311 mil de Nilo Peçanha. Esses recebimentos compuseram o caixa do período conforme cronogramas de alienação.
Distribuição e guidance no segundo semestre
Para os próximos meses, a gestão manteve a projeção de distribuição mensal de R$ 0,09 por cota no segundo semestre de 2026. A estimativa combina o resultado recorrente da carteira com a estratégia de realizar ganhos de capital por meio da venda oportunística de ativos.
O resultado recorrente projetado para o semestre foi revisado para aproximadamente R$ 0,062 por cota. Segundo a gestão, a revisão reflete principalmente desocupações de agências bancárias já comunicadas, além de imóveis que seguem vagos ou em processo de recomercialização.
No primeiro semestre, foram concluídas cinco novas locações, mas parte dos contratos ainda está em períodos de carência, com descontos comerciais ou em fase inicial de maturação. Por isso, o efeito positivo dessas locações deve aparecer de forma gradual nos próximos meses, conforme os contratos avancem para seus estágios cheios de faturamento.
A administração segue focada na ocupação dos espaços disponíveis. Considerando os contratos já assinados e uma eventual ocupação dos imóveis atualmente em comercialização, o resultado recorrente pode alcançar aproximadamente R$ 0,075 por cota, conforme projeção do relatório.
Risco e avaliação de crédito do fundo
Em 11 de setembro, a Moody’s Local Brasil divulgou a primeira avaliação do fundo e atribuiu a classificação REF-2.br. De acordo com a gestora, a avaliação reflete características acima da média frente aos pares e destacou aspectos como equipe, processo de investimento e gestão de riscos.