Fiagro

Governo flexibiliza desconto na energia para irrigação; veja o impacto no SNAG11

Governo flexibiliza desconto na energia para irrigação; veja o impacto no SNAG11
Imagem gerada por IA

O Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria que altera as regras de concessão de descontos na tarifa de energia elétrica voltada às atividades de irrigação e aquicultura. A norma permite que produtores rurais distribuam as 8h30 diárias de desconto conforme as necessidades operacionais de cada propriedade.

Assinada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a mudança busca reduzir custos de produção no campo e ampliar a autonomia no manejo da irrigação. A pasta destaca a irrigação como ferramenta central para elevar a produtividade agrícola no país.

Segundo o governo, a flexibilização de horários tende a tornar o uso dos sistemas de irrigação mais eficiente. A expectativa é ampliar a produção, mitigar perdas em períodos de estiagem e reforçar a segurança alimentar.

O Ministério também projeta estímulo a investimentos em tecnologia e infraestrutura rural. Ao baratear o consumo de energia em horários críticos, a nova regulamentação deve tornar a irrigação mais acessível e fortalecer a competitividade do agronegócio.

Irrigação ganhou espaço na estratégia do SNAG11

A mudança regulatória dialoga com uma das teses do fiagro de cotas negociadas como SNAG11, que ampliou a exposição ao segmento de infraestrutura para irrigação após a quinta emissão de cotas. A tese mira ativos que aumentam previsibilidade e reduzem riscos climáticos no campo.

Na oferta que captou cerca de R$ 301 milhões, o fundo direcionou aproximadamente R$ 200 milhões ao Fiagro FIDC Irriga Brasil, veículo criado para financiar sistemas de irrigação utilizados por produtores rurais. O objetivo é acelerar a adoção de soluções que estabilizam a produção em diferentes regiões.

De acordo com a Suno Asset, a irrigação está entre os principais instrumentos para mitigar variáveis climáticas e dar maior previsibilidade às safras. Em apresentação a investidores, o analista João Vitor Franzin ressaltou que sistemas irrigados funcionam como proteção contra escassez hídrica, mantendo níveis elevados de produtividade mesmo em anos de menor volume de chuvas.

A combinação de gestão de energia mais flexível e acesso a financiamento tende a favorecer a operação diária dos produtores. Com janelas de desconto distribuídas de forma estratégica, a irrigação pode ser acionada nos momentos de melhor custo-benefício, reduzindo despesas recorrentes.

Menor custo de energia pode favorecer demanda por infraestrutura

Na avaliação de agentes de mercado, a flexibilização das regras de desconto na energia pode aumentar a atratividade econômica de projetos de irrigação. A redução de custos operacionais, somada à previsibilidade maior de safras, tende a incentivar novos investimentos em infraestrutura agrícola.

Esse cenário fortalece empresas e produtores que planejam expandir áreas irrigadas, com impacto direto na demanda por soluções de financiamento. Entre as prioridades estão a aquisição de pivôs centrais, equipamentos e tecnologias voltadas ao uso eficiente da água e da energia.

Após os aportes realizados neste ano, a irrigação passou a responder por cerca de 22,7% da carteira do fundo, consolidando-se como uma das principais teses do veículo. A diversificação nessa frente busca capturar ganhos de resiliência operacional e estabilidade produtiva em diferentes ciclos climáticos.

Com patrimônio próximo de R$ 1 bilhão, base superior a 130 mil cotistas e carteira sem registros de inadimplência, o fiagro segue ampliando a exposição a segmentos considerados estratégicos para elevar produtividade e robustez do agronegócio brasileiro. A nova regulamentação de energia adiciona uma camada de eficiência ao setor, potencialmente acelerando a adoção de sistemas irrigados em múltiplas regiões do país.

ACESSO RÁPIDO

    Leia também