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BNDES aprova R$ 618 mi para usina de etanol; movimento fortalece cadeia seguida por SNFZ11

BNDES aprova R$ 618 mi para usina de etanol; movimento fortalece cadeia seguida por SNFZ11
Suno. Foto: Suno/Banco

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 618 milhões para a implantação de uma nova planta de etanol de cereais em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro.

O projeto será executado pela Biomil Etanol, do Grupo Aroeira, e amplia a capacidade nacional de conversão de milho em biocombustível, segmento que vem ganhando relevância na cadeia do agronegócio.

A operação foi desenhada com duas linhas de crédito. Do montante total, R$ 310 milhões virão do Fundo Clima, R$ 105,5 milhões da linha Finem, voltada a investimentos de longo prazo, e R$ 202,5 milhões do BNDES Máquinas e Serviços para a compra de equipamentos industriais.

A unidade tem previsão de início de operação em 2028 e capacidade para processar 330 mil toneladas anuais de milho e sorgo, com produção estimada de 146 milhões de litros de etanol por ano.

O plano inclui ainda a fabricação de aproximadamente 92 mil toneladas anuais de DDGS, coproduto destinado principalmente à alimentação de bovinos de corte e leite.

Etanol e avanço da safrinha no Centro-Sul

A expansão industrial ocorre paralelamente ao avanço da colheita da segunda safra de milho no Centro-Sul. Segundo a AgRural, os trabalhos alcançaram 22% da área cultivada até a última semana, acima dos 18% do mesmo período do ano anterior.

Mato Grosso segue na liderança nacional da colheita e mantém posição estratégica nesse movimento. Apesar de episódios de umidade elevada e frio em algumas regiões, a perspectiva permanece positiva. A consultoria projeta produção brasileira de 108,2 milhões de toneladas de milho safrinha nesta temporada.

H2: Etanol: SNFZ11 está exposto ao principal polo produtor de milho safrinha
O cenário também está alinhado à tese do SNFZ11, que detém propriedades rurais em Gaúcha do Norte (MT), uma das principais regiões produtoras de soja e milho de segunda safra do país. O modelo de sucessão com soja no verão e milho no inverno aumenta a utilização da terra, eleva a produtividade e distribui a geração de receitas ao longo do ano agrícola.

Em paralelo, Mato Grosso mantém elevados níveis de produtividade. As estimativas apontam rendimento médio de 120,28 sacas por hectare e produção próxima de 53,35 milhões de toneladas, consolidando o estado como principal polo nacional da cultura.

Milho amplia papel na transição energética

A evolução do etanol de milho vem ampliando o peso do cereal na matriz energética brasileira. Diferentemente de outros formatos, a expansão ocorre majoritariamente sobre áreas já consolidadas, aproveitando a estrutura da segunda safra.

A integração entre agricultura, biocombustíveis e nutrição animal fortalece a competitividade do agronegócio e diversifica as fontes de receita ao longo da cadeia. O DDGS, por exemplo, mantém demanda constante da pecuária, reforçando o encadeamento produtivo.

Nesse contexto, ativos associados à produção agrícola, como as terras do portfólio do fundo, ficam expostos não apenas ao mercado de grãos, mas também a tendências de longo prazo ligadas à bioenergia, ganhos de eficiência e valorização das áreas agrícolas.

A dinâmica da safrinha, somada ao crescimento do etanol de milho, sustenta um ciclo de uso intensivo da terra, com ganhos de produtividade e maior resiliência da oferta.

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