XPCI11 reportou resultado mensal de R$ 8,273 milhões em abril de 2024, avanço de 10,21% frente ao mês anterior. As receitas somaram R$ 8,916 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 642 mil, reforçando a eficiência operacional do fundo. O desempenho consolidado sustenta a distribuição anunciada e mantém o histórico de previsibilidade para o cotista do XPCI11.
No detalhamento dos rendimentos, o fundo apurou R$ 8,2 milhões entre proventos e ganhos de capital, equivalentes a R$ 0,95 por cota. A carteira de CRIs respondeu por R$ 7,95 milhões, reafirmando-se como principal motor dos resultados. Os investimentos em FIIs contribuíram com R$ 750 mil, adicionando diversificação à geração de caixa do XPCI11.
Ao fim de abril, o fundo imobiliário XPCI11 mantinha R$ 3,24 milhões em reserva de correção monetária, equivalentes a R$ 0,37 por cota. Esse colchão dá flexibilidade para suavizar oscilações de fluxo e sustentar o nível de distribuição, especialmente em cenários de inflação variando.
Distribuição de maio: o fundo programou R$ 0,90 por cota com pagamento em 15 de maio de 2026, elegíveis os cotistas posicionados em 30 de abril. Considerando o fechamento de R$ 84,72, o provento indica yield anualizado de 13,52%. Com gross-up de 15% do IR, o retorno equivalente alcança 16,07%, parâmetro útil para comparação com títulos tributados.
A carteira do XPCI11 fechou abril com 46 CRIs e três FIIs, totalizando R$ 744,5 milhões na estratégia principal e R$ 33 milhões em liquidez. Os CRIs representaram 89,07% do portfólio, FIIs 6,11%, liquidez 4,32% e debêntures 0,51%, refletindo foco em crédito imobiliário estruturado.
Entre os FIIs, GARE11 concentrou 78,43% das posições, seguido por GCRI11 (11,33%) e PSEC11 (10,24%). Quanto aos indexadores, 91% dos CRIs seguem IPCA e 9% CDI, favorecendo a proteção inflacionária. Na originação, a OPEA estruturou 70% das operações, com BARI e RIZA responsáveis por 12% e 9%, respectivamente.
Em síntese, o XPCI11 combina geração recorrente via CRIs, distribuição consistente e diversificação tática em FIIs, sustentando o nível de proventos diante do cenário inflacionário e de crédito.